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Moro minimiza participação dele no consórcio de Curitiba

Ministro Sergio Moro no "Roda Viva'
Reprodução/TV Cultura

Em entrevista ao "Roda Viva" da TV Cultura, nesta segunda-feira (20/1), o ministro da Justiça, Sergio Moro, disse considerar uma "bobageirada" a publicação de reportagens sobre conversas suas no aplicativo Telegram e se defendeu da divulgação de áudio de telefonema entre os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, em 2016.

As conversas reveladas pelo The Intercept Brasil, entre outros veículos, apontam que o então juiz em Curitiba orientou a respeito da ordem de fases do consórcio formado a partir da 13ª Vara Federal, indicou uma prova para uma denúncia do Ministério Público e sugeriu uma testemunha.

Moro disse que o tema é "um episódio menor" em seu primeiro ano no governo federal. "Sinceramente nunca dei muita importância para isso. Acho que ali tem um monte de 'bobageirada', nunca entendi muito bem a importância [dada]."

O ministro de Bolsonaro foi questionado também sobre sua decisão, na época em que era juiz, de tirar o sigilo de conversas telefônicas grampeadas entre Lula e Dilma em março de 2016, em uma iniciativa que acabou aumentando a pressão pelo impeachment da então presidente. Disse que é atribuída ao áudio uma importância que não existe.

Defendeu seus números na pasta de segurança pública, disse não considerar derrotado nas modificações do pacote que culminaram na lei "anticrime" e também afirmou não ter sido parcial na eleição presidencial do ano passado, quando vetou uma entrevista do ex-presidente Lula e soltou, a uma semana das eleições, um antigo acordo de delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci.

Moro também foi questionado a respeito de ataques do presidente Jair Bolsonaro a jornalistas. Disse que não falaria especificamente sobre o comportamento do presidente, mas afirmou que o chefe "tem sido criticado e muitas vezes ele reage"

Sobre os motivos de não se manifestar acerca de assuntos como a defesa da ditadura militar por integrantes do governo ou o ataque à produtora do grupo Porta dos Fundos, no fim do ano passado, o ministro disse que não é um "comentarista sobre tudo".

No caso da saída do secretário nacional da Cultura, Roberto Alvim, que foi demitido na última sexta-feira (17) após discurso no qual parafraseou Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Moro chamou o caso de "episódio bizarro" e disse que não se pronunciou porque o presidente já havia decidido demitir o subordinado.

Também não quis se manifestar sobre o caso do chefe da Secom, Fabio Wajngarten, sobre a suspeita de conflito de interesses entre a vida empresarial dele e o fato de ser o responsável por definir a distribuição de verbas de propaganda do governo federal.




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Revista Consultor Jurídico, 21 de janeiro de 2020, 0h06

Comentários de leitores

4 comentários

Roda Viva com o Marreco de Maringá

cac (Advogado Autônomo - Civil)

A toda hora agradecemos a audácia e coragem do jornalista Glenn, colocando o rei nu, deixando às mostras suas partes íntimas bastante questionáveis, removendo o verniz do ex-juiz, vestimenta com o qual pretendiam emplacar esse nefasto personagem como o salvador da pátria. O rei nu mostrou-se como realmente é: sem ética e sem moral para legitimar suas decisões mais polêmicas que todo mundo sabe quais foram. Salve Glenn

De fato ele não entendeu

André Pinheiro (Advogado Autônomo - Tributária)

De fato, ele não entendeu, e nem precisa, the judge can do no wrong. Antes contra fato não há argumentos, depois contra argumento não há fatos e por fim contra poder não há argumentos.
Quem tem tendência a despotismo não precisa de explicações, tudo é bobageira e leviandades, coisas da plebe. E o pior é que tem tanta gente acovardada, submissa, curvada, prostrada que este Estado, através de seus CEOvedores virou uma Burocracia de Coalizão Deturpada com fins de cobrar por palestras milionárias, aparelhar altos cargos no Estado e criar fundações bilionárias. Há uma espetacularização das relações privatistas dos Estado e tudo vira uma enorme, milícia, a res publica se tornou "cosa nostra" e o iluminismo resumido ao niilismo.
Os servidores estão fora da casinha e estão em uma missão de formar este estado em uma Quimera Mitológica.

Fatos

Jedisons (Administrador)

Outrora dom Quixote de La Mancha . Agora carrega as marcas deixadas nos embates com moinhos reais .

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