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Atuação especializada

Mais de 20 juízes do RJ ameaçados por milicianos recebem escolta

Pelo menos 22 magistrados do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro passaram a andar escoltados depois de receber ameaças de milicianos. A proteção da integridade dos juízes tem sido uma das tarefas da 1ª Vara Criminal Especializada no Combate ao Crime Organizado, criada em setembro de 2019.

Claudio de Mello Tavares elogiou a atuação da vara especializada e disse que, se houve necessidade, novas varas serão criadas AC e RL (TJ-SP)

As informações foram divulgadas pelo presidente do TJ-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, que elogiou a atuação da vara especializada durante entrevista sobre a ação que decretou prisão preventiva de 44 milicianos, incluindo policiais militares. Segundo o desembargador, novas varas especializadas podem ser criadas.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada do TJ-RJ, criada para receber apenas processos sobre organizações criminosas e lavagem de dinheiro. A vara conta com três juízes criminais, que podem, inclusive, assinar conjuntamente as sentenças.

Além de decretar a prisão de 44 dos 45 acusados, a Vara Especializada suspendeu as atividades funcionais dos policiais presos, com a consequente perda do porte de armas, inclusive dos aposentados, e de todas as prerrogativas do cargo.

"Essa operação se iniciou com um trabalho de Inteligência da Polícia Civil e do Ministério Público, e teve uma resposta rápida do Poder Judiciário, que prontamente expediu os mandados de prisão e de busca e apreensão. Estamos dando uma resposta rápida à sociedade, que não pode mais conviver com esse tipo de crime", disse o desembargador Claudio de Mello Tavares.

Durante a entrevista, o presidente do TJ-RJ explicou que a operação é o primeiro grande caso da vara especializada e que, se houver necessidade, poderão ser criadas outras varas como essa.

Para Tavares, a operação foi bem-sucedida e ocorreu sem vazamentos no processo, que tramita em segredo de Justiça. Segundo o desembargador, os mandados foram entregues em mãos aos policiais militares e aos promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro.

"A milícia está se alastrando. É um câncer que a sociedade está enfrentando. O Judiciário vai agir com rigor. Ninguém teme ameaça. O Judiciário está agindo e está atento. Hoje, demos um golpe forte nos milicianos. Foi o primeiro grande passo da vara especializada", afirmou. Com informações da Agência Brasil e Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.

Processo 112.117.6220-19.8.19.0001

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Revista Consultor Jurídico, 1 de fevereiro de 2020, 19h28

Comentários de leitores

3 comentários

Guerrilha institucional

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

MEMÓRIA:
“Caçaram os judeus e eu nada fiz porque não era judeu; depois prearam os protestantes e eu nada fiz porque não era protestante; o mesmo foi feito com os católicos e eu nada fiz porque não era católico; até que chegou a minha vez e eu não tinha com quem fazer alguma coisa, porque não havia mais com quem agrupar-me”. Monólogo de MARTIN NIEMÖLLER, 1933, pastor protestante, vítima do Holocausto e símbolo da resistência aos nazistas.
É preciso lembrar que as mudanças vitais para a sociedade na área de segurança pública foram e são sempre bloqueadas por uma concepção desmedida e facciosa dos chamados direitos humanos, resultando em inequívoca proteção aos criminosos, como se fossem os únicos titulares de direitos humanos.
Na crítica impiedosa contra a Polícia, visando enfraqucê-la – fizeram coro, muitos juízes, promotores, segmentos sociais e a mídia militante.
No vocabulário novilinguístico politicamente correto não se distingue repressão legal e ilegal. Todas as ações [da Polícia] ainda que determinada pela lei, quando há vítimas, são imputadas de más. A repressão é prontamente identificada deliberada e perversamente com abuso ou eventuais mortes; não há meio termo nem convém que haja. Apoiada no viés da repressão ilegal forma-se a percepção [agora já não é mais “sensação”] da renúncia à repressão do delito.
RESULTADO: Estado paralelo ou sociedade sem Estado.

Fato !

BASILIO (Advogado Sócio de Escritório)

É o Estado contra o Estado!
Todos sabemos que o crime organizado é patrocinado pelo próprio Estado, ou não?
Qto mais cresce o crime organizado mais o Estado ganha dinheiro combatendo àquilo que ele mesmo fomenta!

Milicianos

O IDEÓLOGO (Cartorário)

É o Estado contra o Estado.
A Democracia não está resolvendo os problemas da sociedade brasileira, mas piorando as relações de poder e de mando.
Caminhamos para um novo Regime Militar.

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