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Mensagens de agentes da PF mostram que Moro coordenava investigações

Os procuradores da República e os agentes e delegados da Polícia Federal que trabalharam na operação "lava jato" foram coordenados pelo ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça. É o que mostram mensagens de Telegram obtidas pelo site The Intercept Brasil, divulgadas neste sábado (19/10).

Novas conversas mostram que Moro direcionava delegados da PF
Divulgação/Ajufe

Segundo as mensagens, Moro orientou os investigadores sobre detalhes das operações, como a melhor forma de fazer os pedidos, ou a melhor ordem, e chegou até a dizer aos policiais o que apreender em diligências de busca e apreensão. "Russo [apelido de Moro entre os investigadores] deferiu uma busca que não foi pedida por ninguém...hahaha", disse o delegado Luciano Flores aos colegas, no dia 27 de fevereiro de 2016.

A conversa se referia  ao ex-presidente Lula. Naquela época, discutia-se a nomeação de Lula para a Casa Civil do governo Dilma Rousseff. Com isso, o ex-presidente passaria a ter prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal, saindo do alcance de Curitiba.

No dia 16 de março daquele ano, duas semanas depois de ter autorizado a busca que ninguém pediu, Moro divulgou conversas grampeadas de maneira ilegal de autoridades com prerrogativa de foro para tentar impedir a nomeação de Lula para a Casa Civil. A nomeação foi anulada  pelo ministro Gilmar Mendes, que viu "desvio de finalidade" no ato. Fosse hoje, Gilmar não sabe se tomaria a mesma decisão, diante do que vem lendo das mensagens vazadas, conforme disse no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Segundo a reportagem do Intercept deste sábado, Moro conduzia reuniões habituais com representantes da PF e do Ministério Público Federal para discutir os passos da operação. As conversas mais antigas a que o site teve acesso datam de 2015.

Revista Consultor Jurídico, 19 de outubro de 2019, 12h51

Comentários de leitores

8 comentários

Professor Edson

Gabriel D. (Advogado Associado a Escritório - Trabalhista)

O Dingíssimo Professor Edson é um desserviço para si e para seus alunos. Suas teses e manifestações são eivadas de extrema carga política, só perceber como se refere ao Sr. Glenn Greenwald; típica manifestação de quem acredita no "Pavão Misterioso".
Ademais, em outros comentários, chegou ao cúmulo de afirmar que prova ilícita não pode ser usada em benefício do Réu...
Coitado dos alunos dele.
Espero que seja professor de Direito Previdenciário e não de Direito Penal ou Processual Penal.

Não, magda, ele era imparcial e até favorecia a defesa

José R (Advogado Autônomo)

Não ver aquilo que se exibe óbvio pode ter duas causas: deficiência cognitiva, déficit de percepção (de ordem mental) ou má fé, facciosidade (cegueira voluntária e deliberada), de origem fanática, fundamentalista.
Qual das duas espécies?

A lei, que lei !?

LuizD'grecco (Outros)

Se formos combater a corrupção na forma da lei e da constituição feita e enxertadas pelos corruptos e bandidos de plantão, jamais sairemos desse ostracismo sangrento...

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