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Pega no pulo

Empresa que mentiu para aplicar justa causa deve pagar R$ 50 mil de danos

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A Justiça do Trabalho de São Paulo reverteu a demissão por justa causa de uma trabalhadora ao comparar o depoimento que uma das testemunhas da empresa tinha prestado no processo e comparar com o de outra ação. A Justiça, determinou, ainda, indenização por danos morais de R$ 50 mil. 

A testemunha da empresa afirmou que estava presente quando a trabalhadora voltou de férias e reclamou de ter que voltar para "aquela merda de lugar" e a trabalhar com "aquela vaca", referindo-se a uma superiora. 

Na segunda instância, o desembargador apontou que, em outro processo, a testemunha relatou um horário de trabalho que tornava impossível a sua presença no dia da volta da trabalhadora demitida. 

"O local de trabalho das empregadas não foi coincidente durante a maior parte do tempo (testemunha ativava-se em São Vicente, enquanto que a reclamante em Mogi das Cruzes) e na data da dispensa, a testemunha iniciaria a jornada às 12h00 não podendo presenciar a entrada da autora às 9h00", afirma o relator, desembargador Manoel Antonio Ariano, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. 

Para o desembargador, o alto valor da indenização se justifica pelo fato da empresa ter demitido por justa causa por meio de relato aparentemente inventado, "com utilização de testemunha de alto escalão hierárquico na empresa, causou inegável gravame à ex empregada, passível de reparação, por indenização por dano moral". 

A defesa da trabalhadora foi feita pelo escritório Glória e Camargo Advogados

Clique aqui para ler a decisão 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 23 de julho de 2019, 7h44

Comentários de leitores

3 comentários

O IDEÓLOGO (Outros)

Vinicius (Advogado Autônomo - Administrativa)

Meu amigo, você pensa que advogado vive de "brisa"? Quanto tempo o senhor acha que esse(a) profissional trabalhou e custeou os gastos dessa reclamação trabalhista, até receber seus honorários?
Raramente (diria que quase nunca) um reclamante paga alguma coisa para o advogado, antes de receber aquilo que ganhou na Justiça do Trabalho... Ou seja, o profissional trabalha durante anos defendendo os interesses do cliente e só recebe quando este também recebe. É simples assim... E é por isso que se costuma cobrar 30% daquilo que se ganha no processo.
A Advocacia (com "A" maiúsculo mesmo) é o ganha pão dos advogados, meu caro... O que tem que mudar é essa mentalidade, típica daqueles que pensam que "Advogado é rico", pois os realmente ricos representam apenas uma ínfima parcela dos advogados e advogadas.
A gente trabalha muuuiiito, para sobreviver... Essa é a realidade nua e crua da esmagadora maioria dos(as) advogados(as). E mais: AMAMOS NOSSA PROFISSÃO, QUE É UM SACERDÓCIO!!!
O senhor deve ser daqueles que pensam que Advogado criminalista é criminoso, confundindo-o com o cliente.

Parabéns

Claudio Viana (Administrador)

Parabéns, decisão irretocável.

Ganhou, mas não levou

O IDEÓLOGO (Outros)

Quem pensa que a empregada foi favorecida, está errado.
O advogado não vai cobrar 5%, 6%, 10% do valor, mas trinta por cento e arredonda par cima.
Pega R$ 15.000,00 mais "milzão" de despesas de deslocamento, almoços, jantares e outras "cositas".
No final, quem ganha é o "adevo".
É por isso que a atuação desses profissionais na sociedade devem ser revistas pelas autoridades.

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