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Defesa questiona deslocamento de João de Deus em porta-malas de carro da polícia

Nesta terça, João de Deus voltou a ser transportado no porta-malas de um carro

O advogado do médium João de Deus, Alberto Toron, voltou a questionar o tratamento desumano dado ao seu cliente. Nesta terça-feira (2/7), ao ser encaminhado para uma audiência, o réu foi transportado no porta-malas de um carro pequeno por um trajeto de cerca de 100 km, entre Aparecida de Goiânia e Abadiânia.

A mesma situação aconteceu em junho, quando João de Deus foi transferido de um hospital em Goiânia para o presídio, em Aparecida de Goiânia. Toron lembra que seu cliente é idoso (77 anos) e possui diversos problemas de saúde e comprovada dificuldade de locomoção.

Apesar de haver uma caminhonete na escolta, o médium foi transportado no porta-malas de um carro pequeno

Segundo a defesa, não há qualquer motivo plausível para que ele seja transportado no porta-malas do veículo, ainda mais porque nos dois casos havia um carro maior, uma caminhonete, acompanhando o veículo que transportava João de Deus. Na ocasião, ele precisou da ajuda de enfermeiros para conseguir entrar na parte traseira do veículo.

Toron já peticionou anteriormente pedindo a apuração das violações, mas a juíza do caso entendeu que a conduta dos agentes deve ser apurada em processo administrativo.

Nesta terça, durante a audiência, o advogado voltou a pedir que o deslocamento de seu cliente seja feito com dignidade. Além disso, questionou a necessidade do acompanhamento de agentes fortemente armados, inclusive no fórum. Segundo Toron, tanto a juíza quanto os representantes do Ministério Público concordaram com o pedido, garantindo melhores condições a João de Deus.

Em junho, João de Deus precisou ser ajudado por enfermeiros para conseguir entrar no porta-malas do carroReprodução/TV Anhanguera

O médium está preso desde 16 de dezembro de 2018, acusado por uma série de mulheres de cometer abusos sexuais durante atendimentos espirituais. Até o momento, o Ministério Público de Goiás apresentou nove denúncias contra João de Deus. Segundo o MP, os crimes ocorreram pelo menos desde 1990, sendo interrompidos em 2018, quando as primeiras denúncias foram divulgadas pela imprensa. 

Clique aqui para ler a petição.

Revista Consultor Jurídico, 4 de julho de 2019, 12h59

Comentários de leitores

5 comentários

Direitos Humanos para Vítimas e não para Criminosos!

Advogado e Professor de Direito (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Se não tivesse estuprado e violentado dezenas de vítimas não estaria numa gaiola, seja do Sistema Prisional, seja da Polícia!

Nível Civilizatório

F.H (Estudante de Direito)

É incrível como no Brasil tratar as pessoas com dignidade, mesmo os réus, é visto como ato de impunidade. Isso só demonstra o baixo nível civilizatório deste país. Não se está dizendo que o réu é inocente ou que não merece punição caso seja culpado, ou mesmo que deva ser transportado com luxo. O que se está pleiteando é que se respeite a Lei Maior, a qual protege a dignidade da pessoa humana, independente de quem seja. Em síntese, não é preciso cometer crimes para punir os eventuais criminosos, isto é ilógico!

Helicóptero

Advogado José Walterler (Advogado Autônomo - Administrativa)

Constrangimento indecoroso passaram as centenas de senhoras mães de família, ou não, que foram abusadas por esse VAGABUNDO. Ademais, ele foi conduzido exatamente no local destinado a PRESOS. O interior da viatura é para os POLICIAIS. De lembrar que esse salafrário é bilionário, graças as suas enganações, o que lhe habilita a contratar um helicóptero sempre que se fizer necessário sair do presídio para essa ou aquela audîencia.

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