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Nova Ordem

Doria assume governo de SP apoiando endurecimento penal defendido por Bolsonaro

O governador eleito por São Paulo, João Doria (PSDB), e o vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), tomaram posse nesta terça-feira (1/1) na Assembleia Legislativa paulista. No discurso, Doria disse que fará uma gestão voltada para a população e com diálogo constante. Ele criticou a “velha forma de fazer política” e prometeu um novo modelo de governar. Além disso, defendeu a redução da maioridade penal e o fim das saídas temporárias de presídios.

João Doria foi prefeito de São Paulo por pouco mais de um ano.
Reprodução

Para o governador eleito, o recado das urnas foi claro. “Não há mais espaço para governos apenas de políticos ou de partidos. Agora devemos fazer o governo que a população deseja: com os políticos e com os partidos”, afirmou Doria ao lado de Garcia, após ser recepcionado pelo presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Cauê Macris (PSDB).

“Os brasileiros de São Paulo foram às urnas para confiar a nós a missão de renovar a política. E temos o desafio de atender a esse sentimento. O Brasil começou a mudar e vamos seguir nessa sequência. Temos que atender esse sentimento que foi expresso pelo povo”, acrescentou.

De acordo com Doria, haverá uma nova forma de fazer política em São Paulo. “Temos que deixar de lado as conveniências pessoais e partidárias para proteger o interesse do povo”, disse ele. “Pelo povo lutarei e pelo povo governarei São Paulo.”

Endurecimento penal
No discurso, Doria disse que vai dialogar constantemente com os deputados eleitos e que vai priorizar as áreas de saúde, educação e segurança pública, sem deixar de lado outras áreas. Segundo ele, estará constantemente em contato com a Assembleia Legislativa. “Não há área de escanteio”, falou, ao lembrar que a redução da pobreza também será outra prioridade. “O símbolo da esperança é o trabalho.”

O governador eleito acrescentou ainda que criará um programa de desestatização, valorizando PPPs, concessões e privatizações. Acrescentou que seu governo “vai ajudar o Brasil”, apoiando as iniciativas do governo do presidente Jair Bolsonaro, principalmente com relação às privatizações, ao fim da “saidinha” das prisões e à redução da maioridade penal.

“A velha política das mordomias, do cabide de empregos, da troca de favores, do desperdício do dinheiro público, da inoperância e da falta de transparência não cabe nesse sentimento de mudança e não fará parte do nosso governo. Não esperem de mim alguém que vai ouvir pedidos, solicitações ou movimentos equivocados que não encontrarão ressonância para qualquer solicitação de natureza espúria. Quem estiver com intenção ruim, melhor nem procurar o governador de São Paulo porque será rechaçado imediatamente”, afirmou.

Ajuda do povo
João Doria disse ainda que montou uma “seleção” para “ajudar o povo de São Paulo”, formado por profissionais honestos e eficientes. “Vamos pensar São Paulo grande”, destacou. “Faremos governo forte, empreendedor, moderno, com liderança, com menos estado, menos estatais, menos privilégios, com mais segurança, mais emprego, mais saúde e mais educação, mais oportunidade e mais emprego. Esse será o lema de nosso governo em quatro anos de governo”, completou.

Da Câmara Legislativa, Doria e Garcia seguiram em comboio para o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, para a cerimônia de transmissão de cargo. As cerimônias de posse e de transmissão de cargo serão rápidas, já que Doria pretende ir a Brasília para participar da cerimônia de posse do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Doria foi eleito com 51,75% dos votos (10.990.350), derrotando o então governador Márcio França (PSB). A carreira política de Doria começou há dois anos, quando foi eleito prefeito de São Paulo, cargo do qual se licenciou este ano para disputar o governo paulista. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 1 de janeiro de 2019, 12h27

Comentários de leitores

2 comentários

O IDEÓLOGO (Outros)

Ivo Lima (Advogado Assalariado)

Podendo ser renovados por mais 4. Até lá o choro é livre.

Graças aos céus

O IDEÓLOGO (Outros)

São somente quatro anos do governo do "João Trabalhador".

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