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Potentes antibióticos

MPF-PR oferece denúncia contra funcionários da BRF por estelionato qualificado

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O Ministério Público Federal do Paraná denunciou, nesta quarta-feira (4/12), 11 funcionários da BRF, grupo controlador de marcas como Sadia e Perdigão.

Segundo o MPF, o composto irregular era entregue aos responsáveis pela criação e engorda de aves e suínos da empresa
Reprodução

A denúncia do MPF aponta irregularidades supostamente cometidas pela empresa na fabricação de rações e do composto Premix — um complemento adicionado às rações — da empresa entre os anos de 2014 e 2018.

Os funcionários são acusados de crimes de estelionato qualificado, falsidade ideológica, invólucro ou recipiente com falsa indicação, falsificação de substância ou produto alimentício, falsificação de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e associação criminosa.

Conforme o MPF em Curitiba, há provas robustas de que os funcionários empregavam substâncias proibidas pela legislação brasileira na fabricação do composto Premix ou utilizavam substâncias permitidas, mas em dosagem diversa do que a declarada às autoridades e constante dos rótulos dos produtos.

As rações e o Premix eram distribuídos aos integrados da empresa, responsáveis pela criação e engorda de aves e suínos, os quais, fechando o ciclo produtivo, são abatidos pela BRF e processados para destinação aos mercados interno e externo.

Segundo os procuradores, os funcionários agiram deliberadamente para burlar a fiscalização. As substâncias acrescidas às rações e ao Premix eram, na maioria das vezes, potentes antibióticos cuja dosagem deve ser controlada e restrita.

Entre os denunciados estão Augusto Heck, Fabiana Rassweiller de Souza, Fabrício da Silva Delgado, Gilberto Antônio Orsato, Gisele Groff, Ivomar Oldoni, Natacha Camilotti Mascarello, Patricia Tironi Rocha, Priscilla Karina Vitor Köerich, Tatiana Cristina Alviero e Valter João Vivan Junior.

Clique aqui para ler a denúncia do MPF
5016545-69.2019.404.7009

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 4 de dezembro de 2019, 22h30

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