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Exército deve manter suas prioridades ligadas à Amazônia, diz Villas Bôas

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A Amazônia abriga soluções de problemas para a sociedade como água e biocombustíveis, mas ainda não temos uma política definida e um órgão específico para tratar da região. A reclamação é do general Eduardo Villas Bôas, em evento sobre o pensamento militar nesta segunda-feira (5/8). 

Wikimedia CommonsExército deve manter suas prioridades ligadas à Amazônia, diz Villas Bôas. 

Villas Bôas explicou que a Amazônia cumpre três importantes papéis nos contextos global e nacional.

"Ela possui recursos naturais estimados em trilhões de dólares, é fundamental para o processo de integração sul-americana e abriga respostas para problemas da humanidade, como falta de água, biodiversidade e produção de alimentos. Além disso, tem relação com a identidade brasileira, no senso de autoestima”, disse. 

O general lembrou-se, ainda, dos principais desafios enfrentados durante o período em que trabalhou na área. Ele foi comandante militar da Amazônia entre 2011 e 2014. "Falta de infraestrutura, desmatamento, contrabando e questões sociais foram alguns dos tópicos. O Brasil até hoje não tem uma política específica para a Amazônia", afirmou. 

"O Exército vai continuar olhando para esta região a partir do estabelecimento de que a Amazônia é a prioridade número um. Isso foi estabelecido na estratégica nacional de defesa e a prioridade continua. Até por isso ocorreu a visita do ministro, para que ele tenha uma percepção das peculiaridades da Amazônia e das demandas que a região exige", disse.

O general abriu o ciclo de diálogos no Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal promovido nesta segunda-feira (5/8), ao lado do general Alberto Cardoso. Os dois expuseram pensamentos estratégicos militares brasileiros e deram opiniões com base na vivência no Exército. 

 é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 5 de agosto de 2019, 21h39

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