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Cobrança indevida

Juiz afasta ICMS em importação de Lamborghini por pessoa física

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A Lei estadual 11.001/2001 de São Paulo, por ser anterior à Lei Complementar Federal 114/2002, não pode fundamentar a incidência do ICMS sobre a importação de bens por contribuinte não habitual.

Esse foi o entendimento aplicado pelo Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, ao deferir a isenção do ICMS de um veículo Lamborghini Urus importado por pessoa física.

Nos EUA, Lamborghini Urus é comercializada por cerca de US$ 200 milLamborghini/Divulgação

Ao conceder a tutela antecipada, o juiz impediu até mesmo eventual anotação de restrição no Detran que impeça o exercício do direito de propriedade. A decisão atende o pedido feito pelo advogado Augusto Fauvel de Moares, do Fauvel e Moraes Sociedade de Advogados.

Na decisão, o juiz lembra que o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que a cobrança de ICMS sobre as importações efetivadas por contribuintes não habituais do imposto, instituída pela EC 33/2001, somente se legitima caso existente lei estadual autorizativa posterior à alteração constitucional e à edição da Lei Complementar Federal 114/2002, que estabeleceu normas gerais em matéria tributária.

No caso da lei paulista, embora tenha sido editada depois da EC 33/2001, é anterior à Lei Complementar 114/2002 e, portanto, não autoriza a exigência do imposto.

Processo 1015304-96.2019.8.26.0053

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 18 de abril de 2019, 9h31

Comentários de leitores

2 comentários

Lamborghini e ICMS

Plinio G. Prado Garcia (Advogado Sócio de Escritório)

Correta a decisão judicial. Funda-se na hierarquia das leis e no requisito da anterioridade. A lei ordinária estadual não poderia ter sido editada antes da lei complementar dispondo sobre o tema.

RICO

O IDEÓLOGO (Outros)

Rico ou milionário deve ser tratado como tal. O Judiciário é excessivamente conservador; aos ricos, tudo, aos pobres, a lei.

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