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Moro se encontrou com Paulo Guedes antes das eleições e pode aceitar ser ministro

O juiz Sergio Moro está disposto a aceitar o convite para o superministério da Justiça a pedido de Jair Bolsonaro (PSL). É o que diz o jornal O Globo, ao contar que o magistrado da 13ª Vara Federal de Curitiba desembarca nesta quinta-feira (1/11) no Rio de Janeiro para se encontrar com o presidente eleito. 

O juiz Sergio Moro soube sobre junção de ministérios e possibilidade de ser nomeado em encontro com o economista Paulo Guedes antes das eleições, diz O Globo.
Reprodução

Antes mesmo do convite público de Bolsonaro, a proposta de juntar o Ministério da Justiça com a pasta da Segurança Pública tinha sido apresentada a Moro pelo economista Paulo Guedes. Segundo a publicação, os dois se reuniram na última semana antes das eleições do segundo turno. 

O jornal afirma que desde o encontro, Sergio Moro conversou com colegas tanto da Justiça quanto da operação "lava jato" sobre aceitar ou não o convite.

O texto ainda afirma que o foco do ministério será combater o crime organizado e a lavagem de dinheiro com base no pacote com 70 propostas anticorrupção feito em conjunto pela Transparência Internacional e a Fundação Getúlio Vargas. 

Revista Consultor Jurídico, 31 de outubro de 2018, 22h06

Comentários de leitores

6 comentários

Na vida real, o Simão Bacamarte aceitou!

SMJ (Procurador Federal)

Uma vergonha. A realidade costuma mesmo ser pior que a ficção.

A dúvida de Simão Bacamarte

SMJ (Procurador Federal)

Nada mais justo que a Câmara de Vereadores de Itaguaí convidar Simão Bacamarte para um cargo político. Será que ele aceitará ou dirá não em nome da ciência? E viva Machado de Assis!

Omissão

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Tenho sustentado desde há alguns anos que Lula e o PT, bem como o juiz federal Sérgio Moro e seus apoiadores, são na verdade facetas de uma mesma moeda. Apesar de mudar os nomes e as caras, todos eles são idênticos em propósitos: objetivam o poder e subjugação dos semelhantes, através de artifícios e argumentos retóricos que iludem os desavisados. Assim como Lula era há 15 anos o salvador da pátria, e hoje é intitulado pelas massas como o "maior bandido que o País já viu", o mesmo ocorre com o citado Magistrado. Hoje é salvador da pátria, e no futuro certamente terá sua parcialidade como julgador e suas estratégia visando driblar a lei devidamente reconhecidas. Esse fenômeno, no entanto, é tão antigo quanto o próprio homem, e esteve presente em todas as ditaduras modernas. O que chama a atenção nessa problemática, assim, não é propriamente as estratégias de dominação, já que são antigas e repetitivas. O que salta aos olhos, por ser novidade, é a passividade da comunidade jurídica. Lula e o PT deveriam ter sido alijados da vida política do País, pelos meios legais, já em 2006, após o escândalo do mensalão. Com 1 milhão de advogados calados, milhares de professores e pesquisadores se omitindo, e juízes e promotores se articulando visando vantagens pessoais, o PT continuou no poder até a deposição de Dilma. Agora, mais recentemente vimos a escalada ao poder capitaneada pela magistratura e membros do Ministério Público. Através de sucessivas decisões ilegais, parciais, o terreno foi pavimentado para que um candidato apoiado por eles próprios (juízes, promotores) chegasse ao poder. E, mais uma vez, vemos 1 milhão de advogados calados, professores e pesquisadores omissos, uma OAB dúbia e inoperante, enquanto a Constituição vira pó.

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