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Ex-presidente do TJ-SP, Paulo Dimas será secretário de Justiça de Doria

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O desembargador Paulo Dimas Mascaretti, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, será secretário de Justiça do governo de São Paulo. O anúncio será feito nesta segunda-feira (12/11) pelo governador eleito, João Doria (PSDB).

O convite para integrar a equipe do governo foi feito na sexta-feira (9/11) e prontamente aceito pelo desembargador. Agora ele deve se exonerar do cargo, para que possa assumir a Secretaria já em janeiro.

Paulo Dimas é um desembargador benquisto no tribunal e bem relacionado no mundo político. Será importante para estabelecer as relações entre o Executivo e o Judiciário – especialmente porque Doria tem propostas juridicamente ambiciosas, como seu programa de privatizações e entregar a administração penitenciária, problema já histórico do estado de São Paulo, a parcerias com a iniciativa privada.

Antes de ser presidente do tribunal, o desembargador Paulo Dimas foi presidente da Apamagis, a entidade de classe dos magistrados estaduais paulistas. Portanto, ele deve funcionar também como uma ponte entre os três poderes para questões da magistratura e do Poder Judiciário no governo Doria.

Paulo Dimas segue os passos de seu antecessor na presidência do TJ, desembargador Renato Nalini, que deixou a toga para ser secretário de Educação do governador Geraldo Alckmin.

 é chefe de redação da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 11 de novembro de 2018, 12h42

Comentários de leitores

2 comentários

Privatizar sistema penitenciário é um retrocesso

Dr. Moreirinha (Funcionário público)

A proposta de privatização de sistema penitenciário é um retrocesso, inclusive países como EUA e Grã-Bretanha estão "estatizando" aquelas que foram privatizadas no passado, o custo ao governo é muito maior, agrava o problema do encarceramento em massa, pois quanto mais presos, é mais repasse de dinheiro para a empresa privada, isso não vai dar certo, vai multiplicar por dois ou três o custo e nem vai passar pela ALESP esta proposta, pois entende-se que cumprimento de LEI DE EXECUÇÃO PENAL é dever de ESTADO e jamais de empresa privada, isso é contra a Lei, tem o exemplo desastrado de privatização do sistema penitenciário do Estado do Amazonas que teve a sangrenta rebelião do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em 01/01/2017 com cinquenta e seis mortos, e o presídio era privatizado parecia um ninho de ratos. Acho improvável que aconteça e o Estado basta administrar corretamente combatendo desvios, má administração e o desmantelo, já que se prega economia de recursos públicos a privatização vai na contra-mão, será custoso aos cofres públicos, o preso de um presídio privado custa muito mais que no presídio estatal. O Estado de São Paulo tem mais de cento e setenta presídios e quase duzentos e cinquenta mil presos provisórios, condenados e pacientes internados em hospital psiquiátricos ou de tratamento de saúde de custódia e custa quase R$ 4 bilhões por ano e privatizado quanto custará? Empresário não quer saber de preso, quer saber de lucro? E seus quarenta e oito mil servidores efetivos serão demitidos? São várias perguntas e duvidas que o novo governo terá que enfrentar.

Desembargador

O IDEÓLOGO (Outros)

Desembargador PAULO DIMAS DE BELLIS MASCARETTI
Naturalidade: São Paulo - SP
Data de nascimento: 11 de maio de 1955
Formação Educacional
Superior – Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de
São Paulo – USP – Turma de 1977

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