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Suspeita de propina

Operação prende pessoas ligadas a Temer no inquérito dos portos

A Polícia Federal prendeu temporariamente, nesta quinta-feira (29/3), o empresário e advogado José Yunes, ex-assessor do presidente Michel Temer. Além dele, foram presos Antonio Celso Grecco, dono da Rodrimar; Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura; e João Batista Lima Filho, o coronel Lima, da reserva da PM e amigo de Temer.

Todos são investigados por suspeitas de irregularidades na edição de decreto relacionado ao funcionamento dos portos. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, as medidas foram autorizadas pelo ministro Luis Roberto Barroso, relator do inquérito dos portos no Supremo Tribunal Federal.

O advogado de Yunes, José Luis Oliveira Lima, classificou como inaceitável a prisão de um advogado com mais de 50 anos de atuação e vida pública e que sempre que intimado, ou mesmo espontaneamente, compareceu a todos os atos para colaborar. "Essa prisão ilegal é uma violência contra José Yunes e contra a cidadania", afirmou.

O inquérito dos portos investiga se o presidente Michel Temer recebeu propina para favorecer empresas do setor portuário na publicação de um decreto que alterou regras do setor.

No início deste mês, Barroso determinou a quebra do sigilo bancário de Temer: uma devassa nas contas entre 1º de janeiro de 2013 e 30 de junho de 2017, para que seja verificado se o presidente foi beneficiado por, supostamente, ter favorecido a empresa Rodrimar, que atua no Porto de Santos, através da MP 595, que originou o Decreto 9.048.

O ministro do STF determinou também o levantamento dos sigilos de João Baptista Lima Filho, José Yunes, Rodrigo Rocha Loures, Antônio Celso Grecco e Ricardo Mesquita.

Inq 4.621

Revista Consultor Jurídico, 29 de março de 2018, 10h11

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