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Greve de caminhoneiros

MPF questiona interventor no Rio sobre pedidos de ação militar

Por suspeitar que os caminhoneiros em greve na área da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) estão buscando uma intervenção militar, e não a redução dos preços de combustíveis, o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro questionou o interventor federal na segurança do estado, general Braga Netto, sobre as medidas que vêm sendo adotadas para o acesso ao local de processamento de petróleo e para a distribuição de combustível à população fluminense.

O MPF fez, nesta segunda-feira (28/5), diligências na Reduc para identificar o atual estágio da mobilização dos caminhoneiros e verificar as medidas que vêm sendo adotadas pelos órgãos estatais para contornar a situação. Depois disso, o procurador da República Julio José Araujo Junior tentou, sem sucesso, falar com o interventor federal. Em seguida, expediu ofício com alguns questionamentos, com prazo de 24 horas para resposta.

No documento, o MPF quer saber do general quais medidas estão sendo adotadas para impedir os bloqueios de caminhoneiros, diante do caráter estratégico do abastecimento. A Procuradoria também pede explicações sobre ações relativas a outras categorias envolvidas no movimento, como a de motoristas de vans. Além disso, o MPF pergunta por que não há clareza quanto ao número de caminhões liberados para abastecer na Reduc e o destino deles.

Nas diligências, diversos fatos chamaram a atenção de Araujo Junior. Primeiro, a mobilização já não mencionava qualquer pauta reivindicatória dos caminhoneiros, mas tão somente o lema “intervenção militar já”, sendo que esta terça-feira (29/5) seria, segundo os manifestantes, crucial para o desfecho do movimento.

Outro ponto de estranheza foi que, no local, havia uma carreata de vans, que estariam lá para prestar algum tipo de auxílio ao movimento. O MPF também questiona a forma de acesso de caminhões à Reduc, já que a equipe da diligência presenciou um bloqueio à entrada de caminhão por meio de barreira humana e verificou a organização das vans para auxiliarem em eventual obstrução no local. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF.

Revista Consultor Jurídico, 29 de maio de 2018, 11h57

Comentários de leitores

1 comentário

Para inglês e trouxas verem

olhovivo (Outros)

Nossa!, agora o MPF vai solucionar o problema com os 15 minutos de fama a que tem direito nos casos em que os holofotes estão direcionados.

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