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Questão de classe

Ajufe não defenderá Rogério Favreto, alvo de investigação no CNJ

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A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) decidiu não defender o desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Embora juiz federal, Favreto não é filiado à entidade. Portanto, ela não seria obrigada a se posicionar sobre o caso, informou um membro da diretoria.

Por não ser associado à Ajufe, Rogério Favreto não será defendido pela entidade.
Diego Beck

Favreto havia determinado a soltura de Lula para que ele pudesse se candidatar. Moro, de férias, disse ter sido orientado pelo presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores, a desobedecer a decisão. Gebran Neto, relator da "lava jato" em segunda instância, concedeu uma decisão proibindo a Polícia Federal de cumprir a ordem de soltura.

Nesta quarta-feira (11/7), a Ajufe informou que pretende falar com o corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, em nome do desembargador João Pedro Gebran Neto, também do TRF-4, e do juiz Sergio Moro. Eles são acusados de infração disciplinar por ter tentado se sobrepor ao plantão judicial do fim de semana passado, que tinha Favreto como titular.

Já Favreto é acusado por associações do Ministério Público de ter tentado se sobrepor à 8ª Turma do TRF-4, que manteve a condenação do ex-presidente Lula e mandou prendê-lo. Para eles, houve abuso de autoridade. 

Nesta quarta, a Procuradoria-Geral da República pediu que o Superior Tribunal de Justiça abra um inquérito para investigar Favreto. De acordo com o pedido, o desembargador prevaricou ao mandar soltar Lula  — a ministra Laurita Vaz, presidente do STJ, ao reformar a decisão do desembargador, disse que ele promoveu insegurança jurídica por ter decidido uma liminar de réu preso durante o plantão.

Para ser associado da Ajufe, é preciso pagar uma mensalidade, que é descontada direto na folha de pagamento dos magistrados.

 é chefe de redação da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 11 de julho de 2018, 19h45

Comentários de leitores

5 comentários

Sacrifício

Alexandre S. R. Cunha (Economista)

O desembargador plantonista exagerou, ou melhor, aqueles deputados exageraram com ele. Queriam um fato político e sacrificaram o plantonista.

A cuca do pica-pau amarelo

S.Bernardelli (Funcionário público)

ME DESCULPEM , MAS VOU TER QUE INCORPORAR O GILMAR MENDES. Eu gostaria de saber quem a Cuca (PGR) pensa quem ela é para ficar ameaçando o desembargador? Se deixarem a sua asa crescer, amanhã ou depois ela estará pedindo a aposentadoria compulsória de qualquer ministro da SUPREMA CORTE por tomar decisão contrária sua a vontade. EU PERGUNTO... CADÊ A OMISSA PRESIDENTE DA CORTE NÃO DIZ NADA? ELA É FIGURANTE NA CORTE? Cuidado ela pode pedir a sua aposentadoria também... Isso é lamentável, uma vergonha tratar O DESEMBARGADOR dessa maneira. É lamentável ver que dentro do judiciário existe tantos ninhos de serpentes.

Lamentável situação

Amaralsantista (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Foi com imensa consternação que a comunidade jurídica brasileira recebeu a notícia estapafúrdia no final da semana passada, quando esse operador do direito atropelou tudo o que aprendemos no nosso dia/dia. Foi contestado por todos os órgãos jurisdicionados envolvidos. Perdeu uma grande oportunidade de ficar no seu privilegiado cargo no TRF4, onde até aquele momento era apenas mais um dos grandes desembargadores que dignificam o Tribunal Federal mais prestigiado e operante do país. Agora com essa atitude ou recebe mais uma advertência ou sai na aposentadoria compulsória, que seria um prêmio para um mal intencionado profissional. Seria honroso, se é que tem esse sentimento, se pedisse seu afastamento, pois sua situação dentro da Côrte seria desconfortável. Aparecerão outros imbecís e com certeza nossos Tribunais haverão de puni-los com todo rigor que a lei exige. Lamentável situação!!!!!

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