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Arma própria

Promotor e servidora do MP são encontrados mortos em casa no Rio

O promotor de Justiça do Rio de Janeiro Marcus Vinícius da Costa Moraes Leite e sua mulher, a servidora do Ministério Público fluminense Luciana Alves de Melo, foram encontrados mortos nesta terça-feira (16/1) em um apartamento na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade do Rio. De acordo com o Ministério Público, havia marca de tiro nos corpos.

Leite atuou por quase dez anos na Promotoria de Campo Grande, na zona oeste da capital fluminense. Ele integrava o Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizada (Gaeco) desde outubro.

Segundo a Delegacia de Homicídios do Rio, a pistola automática que foi encontrada no apartamento pertencia ao promotor. O MP-RJ diz que não havia indícios de invasão ou assalto.

Ao chegar hoje cedo para trabalhar, a empregada do casal encontrou os corpos das vítimas caídos na sala. Moradores contaram à polícia que ouviram barulhos de tiro no condomínio no último domingo (14/1).

A polícia técnica investiga várias hipóteses para o crime, embora as características encontradas no local apontem para homicídio, seguido de suicídio.

Participação polêmica
Marcus Vinícius Leite envolveu-se em uma polêmica em audiência pública promovida pelo MP-RJ em julho de 2017 para debater segurança pública. 

O clima da sessão esquentou quando foi aberta a participação do público. O engenheiro e ativista Roberto Motta opinou que o problema não está na polícia, e sim nos criminosos. A seu ver, não há diferença entre as favelas do Rio e o Posto 6 de Copacabana, onde mora, que virou “uma praça de guerra”.

Na visão de Motta, os bandidos possuem direitos demais, como “curtos” períodos de internação para adolescentes, progressão de regime após o cumprimento de menos da metade da pena, que “coloca criminosos perigosos nas ruas”, e audiência de custódia, cujo “único objetivo é ver o bem-estar do preso, não o da vítima”.

“Há um grande número de entidades que acham que o problema é de rico contra pobre, e branco contra negro, mas ele é do bem contra o mal. A resposta é clara: é preciso mudar a lei, acertar a moral e honrar quem nos defende e protege”, analisou Motta.

Policiais aplaudiram sua fala, mas o ativista foi vaiado por alguns espectadores. Foi nessa hora que o promotor Marcus Vinicius Leite se levantou e protestou contra a manifestação.

“Não tem respeito, só tem índio nessa porra!”, gritou. Indignados, representantes das favelas o confrontaram — e a segurança teve que interferir para evitar que socos fossem desferidos. Procurado pela ConJur na época, Leite não se manifestou sobre o motivo de usar "índio" como xingamento. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 16 de janeiro de 2018, 18h39

Comentários de leitores

1 comentário

Prova de fogo ao MP

Roberto MP (Funcionário público)

E agora, quem irá investigar? A Polícia ou o Ministério Público? Se eu pudesse, deixaria para o MP essa investigação, pois, a Polícia não chegando a solução do caso, não identificando o autor das duas mortes, poderá ser tachada de omissa, inapta, tendenciosa. E o MP, se não solucionar o casa, demonstrará toda a sua inaptidão para investigação.

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