Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Conflitos agrários

Brasil é o país mais violento para população camponesa, diz Pastoral da Terra

Em 2017, 65 pessoas foram assassinadas em conflitos no campo no Brasil, afirma a Comissão Pastoral da Terra (CPT). Segundo a entidade, o país é o mais violento do mundo para as populações camponesas. Os dados são preliminares e devem integrar relatório que a comissão divulga, todos os anos, com balanço sobre conflitos no campo.

O estudo destaca o crescimento de assassinatos em massa como método para exterminar grupos que atuam em defesa de direitos. Nos últimos anos, as mortes de lideranças vinham sendo mais frequentes que as chacinas, por isso a comissão caracteriza o ano de 2017 como “o da volta dos massacres no campo”. 

“O que nós estamos vendo é isto: um Brasil que está eliminando, de forma sistemática, pessoas que lutam pela terra, pela água”, diz o integrante da coordenação nacional da CPT Paulo César.

Conforme levantamento feito pela Pastoral da Terra, nos últimos 33 anos foram registrados 46 massacres no campo, que mataram 220 pessoas em nove estados. Desses, quatro aconteceram em 2017, como as chacinas de Pau D’Arco, no Pará, em maio, quando dez trabalhadores rurais foram assassinados; de Colniza, em Mato Grosso, em abril, quando nove posseiros e agricultores foram executados; e a de Vilhena, no estado de Rondônia, onde três trabalhadores rurais foram mortos por lutarem pela reforma agrária, segundo as informações recebidas por integrantes da comissão que atuam em diferentes regiões do Brasil.

Paulo César relata que a Pastoral da Terra avalia que a situação tem conexão com a crise política vivenciada no Brasil, o que leva à agudização também das disputas de interesses entre comunidades tradicionais, agricultores em geral e grupos interessados em explorar territórios, como o agronegócio, setor que tem conquistado mais espaço institucional. “O significado disso para o campo está sendo desastroso, porque tanto a força das bancadas quanto das empresas que alimentam essa política têm sido muito grande.”

Os dados de 2017 mostram que houve piora no cenário em relação ao ano anterior, quando o relatório da CPT indicou o pior resultado desde 2003. Em 2016, as diversas formas de violência no campo resultaram em 61 mortes. Em 2015, foram 50 pessoas assassinadas em conflitos agrários. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 16 de janeiro de 2018, 16h16

Comentários de leitores

2 comentários

Republica da banana

MAIS MISES-MENOS marx (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Violência é o que o Movimento dos Terroristas Sem Terra fazem com respaldo dos governos e do judiciário. Brasil é terra de ninguém.

Igreja podre

. (Professor Universitário - Criminal)

Mais uma vez a igreja comunista vem a público para agradar seus "companheiros".
Porque não se preocupam com seus padres gay-pedófilos ??
Porque não vendem suas DEZENAS DE MILHARES de imóveis que pertencem à igreja e seus membros para ajudar os mais pobres ou, então, porque não DOAM essas terras para esses "campesinos" que tanto defendem ???
Pobre país subjugado por uma igreja apodrecida e doente, cujo objetivo maior é manter o domínio político de um povo ignorante, já bem definido na música do cantor e compositor Zé Ramalho: - "eh, oh, vida de gado, povo marcado, povo feliz.....".

Comentários encerrados em 24/01/2018.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.