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Paz em casa

Em agosto, juízes priorizarão processos de violência contra a mulher

A 11ª Semana Nacional Justiça pela Paz em Casa, que ocorrerá de 20 a 24 de agosto, priorizará audiências e julgamentos de processos sobre violência doméstica contra a mulher.

ReproduçãoÍndices de homicídios contra as mulheres colocam o Brasil no 5º lugar do ranking de países mais violentos, segundo Mapa da Violência 2015.

Idealizada pela presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, ministra Cármen Lúcia, o projeto conta com a parceria das varas e juizados especializados em violência doméstica para ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha e julgar as ações penais relativas à violência de gênero.

No Maranhão, o programa é coordenado pela Coordenadoria Estadual da mulher em situação de violência doméstica e familiar do Tribunal de Justiça (Cemulher-TJ-MA), presidida pela desembargadora Ângela Salazar.

Segundo dados Corregedoria Geral maranhense, durante o programa anterior, que aconteceu de 5 a 9 de março, a Justiça estadual fez mais de 600 audiências e proferiu cerca de 900 sentenças. A quantidade de decisões representou 26% do total de processos em trâmite. 

O corregedor-geral da Justiça, desembargador Marcelo Carvalho Silva, encaminhou um documento aos juízes em que recomenda a participação das unidades judiciais e a priorização nas audiências e julgamentos dos processos criminais sobre violência doméstica.

Panorama
Somando os dados das 10 edições da Semana Justiça pela Paz em Casa, o Maranhão alcançou mais de 3,6 mil audiências, 2,7 mil sentenças e mais de 2 mil medidas protetivas de urgência expedidas. 

Entre as unidades participantes estão a 1ª e 2ª Varas de Combate à Violência Doméstica e Familiar de São Luís, além de outras do interior que possuem essa competência. Até o momento os juízes já agendaram a realização de mais de 600 audiências. Com informações da Assessoria de Imprensa da Corregedoria Geral do Maranhão.

Revista Consultor Jurídico, 2 de agosto de 2018, 18h46

Comentários de leitores

2 comentários

Corram...

Felipe Soares de Campos Lopes (Advogado Assalariado - Criminal)

... para salvar os menos de 10% das vítimas de crimes que envolvem violência no país.

"-M-mas o problema é a violência doméstica!"

"Entre os homens, só 14,7% dos incidentes aconteceram na
residência ou habitação. Já entre as mulheres, essa proporção eleva-se para 40%." - https://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2012/mapa2012_mulher.pdf , página 6.

Comparar com o número global de casos pra saber quanto significam os 14,7%.

Mulheres

O IDEÓLOGO (Outros)

Finalmente, a Justiça se preocupa com as mulheres. Mas, e os ciganos, portadores de necessidades especiais, homossexuais, idosos, policiais vitimados por bandidos, negros, índios e menores? Eles também precisam de proteção.

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