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Três repasses

Ex-presidente da Petrobras é preso acusado de receber propina da Odebrecht

Foi preso nesta quinta-feira (27/7) o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine. O executivo é acusado pelo Ministério Público Federal de ter recebido ao menos R$ 3 milhões de propina em espécie da Odebrecht para não prejudicar a empresa em futuras contratações. A investigação está no âmbito da operação “lava jato”.

Segundo as investigações, antes de receber os R$ 3 milhões, em 2015, Bendine pediu outros R$ 17 milhões de propina à Odebrecht quando ainda era presidente do Banco do Brasil. Em troca, ele atuaria para rolar uma dívida da Odebrecht Agroindustrial.

Bendine foi presidente do Banco do Brasil e da Petrobras
Cristina Indio do Brasil/Ag. Brasil

A investigação contra Bendine teve como base as delações premiadas de Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo Odebrecht, e de Fernando Reis, executivo da companhia.

Por entender que Bendine não tinha poder para influenciar na rolagem do empréstimo, a empresa decidiu não pagar os R$ 17 milhões, mas acabou aceitando repassar, posteriormente, R$ 3 milhões para garantir seus interesses na Petrobras, disseram os procuradores.

Os indícios mostram que os pagamentos foram feitos em três repasses de R$ 1 milhão, todos em 2015, feitos por meio de contratos fictícios de consultoria junto a uma empresa laranja, informou o MPF. Também nesta quinta-feira foram presos dois operadores financeiros, que teriam ajudado Bendine a fazer a operação para receber a propina.

Outro lado
A defesa de Bendine divulgou uma nota afirmando que a prisão é desnecessária, já que o ex-presidente da Petrobras sempre se mostrou disposto a cooperar com a investigação.

"Desde o início das investigações Bendine se colocou à disposição para esclarecer os fatos e juntou seus dados fiscais e bancários ao inquérito, demonstrando a licitude de suas atividades. A cautelar é desnecessária por se tratar de alguém que manifestou sua disposição de depor e colaborar com a justiça”, disse a defesa de Bendine. Com informações da Agência Brasil. 

Revista Consultor Jurídico, 27 de julho de 2017, 11h00

Comentários de leitores

1 comentário

Encarcerar o carcereiro é preciso!

José R (Advogado Autônomo)

E quando, enfim, virão a redenção civilizatória e o ressurgimento das liberdades, que se acham sequestrados nessa estranha Curitiba?
Quando ocorrerá o retorno ao leito da legalidade democrática? ("Prisão? Só depois da condenação!")
É tempo e se faz hora de julgar os julgadores e encarcerar os truculentos encarceradores (aliás, serão eles corajosos sem a atual proteção e sem a tutela do poder do Estado ou derramarão prantos, qual jovenzinhas indefesas, invocando o penar de suas famílias? Vejamos). É preciso fazer brilhar de novo, em raios fúlgidos, o sol das liberdades.

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