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Carne fraca

PF indicia 63 pessoas por irregularidades em frigoríficos

A Polícia Federal indiciou 63 pessoas por supostas irregularidades no comércio de carne no Brasil. Entre os indiciados estão agentes de inspeção sanitária, fiscais agropecuários federais, chefes de unidades de inspeção, proprietários e funcionários de frigoríficos e representantes regionais do Ministério da Agricultura.

Todos os indiciados são investigados na operação carne fraca e são acusados de concussão, corrupção passiva, crime contra a ordem econômica, emprego de processo proibido ou uso de substância proibida, falsidade de atestado médico, adulteração de produtos alimentícios, organização criminosa, peculato, prevaricação, uso de documento falso e violação de sigilo funcional.

Segundo o relatório, foram indiciados somente os investigados presos preventivamente, mas ainda há fatos a serem apurados que poderão fazer que outras pessoas sejam incluídas.

“Os indícios e provas colhidos ao longo da operação permitem concluir pela existência de uma organização criminosa atuante dentro da estrutura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tanto no estado do Paraná como em outros estados, há fortes evidências das mesmas práticas nefastas pelo menos nos estados de Goiás e Minas Gerais”, diz trecho do documento.

A operação carne fraca foi deflagrada em 17 de março e investiga suposta corrução por agentes públicos responsáveis por fiscalizar a qualidade e a segurança alimentar de produtos agropecuários. Segundo a PF, esses fiscais agropecuários recebiam propina de empresas para liberar a emissão de certificados sanitários sem a fiscalização efetiva da carne.

A partir da troca de favores entre empresários e os fiscais, o esquema permitia a comercialização de produtos com várias irregularidades, como prazo de validade vencido e uso de substâncias para adulterar a qualidade da carne.

Ao todo, 21 frigoríficos são investigados na operação. Além disso, o Ministério da Agricultura afastou 33 fiscais de suas atividades. O processo tramita sob sigilo na 14ª Vara Federal, em Curitiba. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 17 de abril de 2017, 10h12

Comentários de leitores

1 comentário

Apesar da montanha de dinheiro gasta para abafar...

hammer eduardo (Consultor)

Com o Pais afogado pelas denuncias acachapantes envolvendo POR ENQUANTO apenas a Odebrecht que virou um "quarto poder" no Brasil , a novela da carne podre vai em frente apesar de um esforço hercúleo dos frigoríficos envolvidos que gastaram e estão gastando um Maracanã de dinheiro para empurrar o elefante para debaixo do tapete e tentar fingir que ninguem reparou.
No governo bandido que temos atualmente , mister se faz recordar as atuações de duas figuras sinistras que só podem existir mesmo aqui em nuestra "zona tropicaliente" , no caso o rei da motosserra blairo maggi, notório defensor do poder econômico e aquela rechonchuda e repugnante figura abjeta da katia abreu que colou no dilmão ATÉ O FIM e conseguiu sobreviver politicamente.
A atuação da Policia Federal no episodio foi esculachada sem cerimonias na grande mídia que se ENCHEU de dinheiro mais uma vez abrindo espaço para justificativas em cima do injustificável.
Os mandarins de Brasilia logo correram em auxilio de um setor que distribui MUITA grana de variadas maneiras e foi devidamente rotulado de uma das "molas de nossa economia". A operação ABAFA ainda esta rolando solta com a ajuda conveniente da hecatombe das empreiteiras que ainda esta na fase de "aquecimento" haja vista que o foco se acha apenas na Odebrecht , faltando portanto uma fila gigantesca de outras que aguardam a vez para delatar os imundos de Brasilia.
Esta operação carne fraca tem que ir em frente sim pois já que a qualidade já não era boa a muito tempo , consideremos que o foco é apenas na exportação ficando aqui para consumo interno o rebutalho , e isto é um fato. O único punido ate agora foi mesmo o Zé Mayer...

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