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Braços cruzados

Paralisação de funcionários da OAB-SP chega ao segundo dia

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A paralisação de parte dos funcionários da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil chega ao segundo dia com uma derrota da entidade na Justiça. A instituição pediu à Justiça que os trabalhadores não pudessem ser impedidos de entrar nos prédios da OAB-SP pelo Sinsexpro (Sindicato dos Trabalhadores das Autarquias de Fiscalização do Exercício Profissional e Entidades Coligadas no Estado de São Paulo), mas o pedido foi negado na noite desta segunda-feira (27/6) pela 89ª Vara do Trabalho de São Paulo.

Funcionários da OAB-SP que não quiseram se identificar informaram que os setores da entidade estão funcionando com parte das equipes, pois nem todos os trabalhadores aderiram à paralisação.

De acordo com o sindicato, estão ocorrendo piquetes nas portas da sede da entidade, na rua Maria Paula; do prédio da Praça da Sé, onde é feito o atendimento aos advogados; e na rua Anchieta, endereço de outro imóvel da instituição.

Segundo o secretário-geral da OAB-SP, Caio Augusto Silva dos Santos, responsável por coordenar as negociações com o Sinsexpro, alguns funcionários puderam entrar para trabalhar, mas tiveram que chamar a Polícia Militar para mediar as conversas pela liberação.

A assessoria de imprensa do Sinsexpro diz que “o sindicato não proíbe ninguém de entrar” e que a Ordem ameaça demitir os funcionários que aderirem à greve.

Caio Santos também contou que nenhuma proposta foi apresentada à OAB-SP depois da reunião do sindicato, na manhã desta terça-feira (28/6). “Acreditamos e esperamos que isso possa ser resolvido da maneira mais consensual possível. Sempre estivemos e estamos abertos ao diálogo.”

O representante do sindicato, Carlos Tadeu, disse que o Sinsexpro já afirma em suas propostas que a paralisação ocorre para que a OAB-SP conceda aumento real aos seus funcionários. O sindicato pede que o reajuste salarial da categoria seja feito com base no Índice do Custo de Vida do Dieese, que fechou em 9,44% em junho, ou seja, 1,44 ponto percentual maior que a atualização proposta pela OAB-SP (8%).

A Ordem alegou que já concedeu um reajuste de 2,2% em fevereiro, como faz habitualmente, e que os dois reajustes cobrem a inflação e concedem um aumento real. A inflação dos últimos 12 meses medida pelo Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA) é de 9,32%. Considerando esses números, os trabalhadores teriam um reajuste real — ou seja, já descontada a inflação do período — de 0,88 ponto percentual.

Carlos Tadeu, no entanto, reclama que esse aumento de 2,2% não chegou a todos os funcionários da OAB-SP, pois incide apenas sobre os salários dos trabalhadores que foram promovidos em 2015. Ele conta que 50% dos quadros da seccional paulista receberam essa reajuste. “A recomposição salarial deve ser estendida a todos de forma igualitária”, diz.

Tadeu diz que os salários pagos pela OAB-SP são os menores dentre as 28 categorias representadas pelo Sinsexpro. Enquanto a média salarial do trabalhadores ligados ao sindicato é de R$ 2,4 mil, os vencimentos dos funcionários da seccional paulista varia entre R$ 1,4 mil e R$ 1,5 mil.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 28 de junho de 2016, 17h55

Comentários de leitores

9 comentários

Esperemos a conta.

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

"A unidade dos funcionários da OAB na greve deflagrada na última segunda-feira, 27/06, alcançou um bom resultado. Foi concedido o reajuste de 9% sobre os salários e sobre todas as cláusulas econômicas do ACT vigente. Além disso, ficou assegurado o abono dos 4 dias de paralisação na greve, ou seja, não haverá descontos nem compensação desses dias.".
Ou seja, teremos, ao final do ano, um reajuste esperado de ao menos 9% para a anuidade vigente em 2017.
Até a dona de casa é mais competente na administração das finanças próprias.

Dinheiro não é problema para OAB

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Isso é Brasil 11, 4 milhões de desempregados entre eles cerca de 130 mil escravos contemporâneos da OAB devidamente qualificados pelo omisso Estado (MEC) jogados ao banimento sem direito ao primado do trabalho.
Vendem se dificuldades para colher facilidades. Taxa do último concurso para advogado da OAB -DF apenas R$ 75, taxa do famigerado, fraudulento, concupiscente caça níqueis exame da OAB R$ 240, 00 um assalto ao bolso dos escravos contemporâneos da OAB. Nos últimos vinte anos OAB abocanhou extorquindo com altas taxas de inscrições e reprovações em massa cerca de quase UM Bilhão de reais, sem nenhuma transparência, sem nenhum retorno social sem prestar contas ao TCU. Assim fica fácil manter essa EXCRESCÊNCIA, triturando sonhos e diplomas gerando fome desemprego depressão síndrome do pânico síndrome de Estocolmo doenças psicossociais e outras comorbidades diagnósticas uma chaga social que envergonha o país dos desempregados. Ministro Mendonça Filho assuma as rédeas do MEC. O seu ministério não passa hoje de um mero departamento da OAB. A Constituição diz em seu artigo 209 que compete ao poder público avaliar o ensino. Há vinte anos OAB vem se aproveitando dos governos omissos e covardes para impor seu famigerado concupiscente fraudulento caça níqueis exame da OAB. Não melhorou a qualidade do ensino jurídico até porque não atacou as causas e sim as consequências. Creio que o próximo ganhador do Prêmio Nobel da Paz sairá do Brasil, entre dezenas de abolicionistas contemporâneos que estão lutando com pertinácia e denodo pelo direito ao trabalho, pelo fim da última ditadura a escravidão contemporânea da OAB, em sintonia com os ensinamentos do PAPA FRANCISCO. "JÁ NÃO ESCRAVOS. MAS IRMÃOS". Essa colenda entidade precisa ser humanizada.

Ao DE MENDONÇA (Adv. Autônomo - Administrativa)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Seu comentário contém ameaças e ofensas graves a algum comentarista que o antecede neste fórum, com cujos comentários o senhor não concorda e contra o qual, na ausência de bons argumentos para contrariar os dele, o senhor desfere ataque pessoal tão descabido quanto pretensioso, lançando invectivas, ameaças e aleivosias. Como o senhor, covardemente, utiliza a expressão “um advogado”, sem ter a coragem de identificar qual seja, concito-o a fazê-lo, sob pena de das medidas legais cabíveis.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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