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Supremo vai julgar se deputado Nelson Meurer (PP) será réu na "lava jato"

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal planeja julgar no dia 21 de junho se abre ação penal contra o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) e dois filhos do parlamentar. A denúncia chegou ao STF em outubro do ano passado e faz parte de um dos inquéritos da operação “lava jato” que envolvem pessoas com foro por prerrogativa de função.

Denúncia diz que Nelson Meurer recebeu R$ 29 milhões como propina do esquema de fraudes em contratos da Petrobras.
Divulgação

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que Meurer recebeu R$ 29 milhões entre 2006 e 2014, como parte de fraudes envolvendo a Petrobras. Esse dinheiro, segundo a denúncia, representa parte dos R$ 62 milhões que o partido do deputado recebeu do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa. Um dos primeiros delatores do caso, Costa disse que atuava como operador do PP.

Janot diz que parte dos valores foi repassada por meio de entregas pessoais de dinheiro ao deputado ou a dois filhos dele, Cristiano e Nelson Meurer Júnior. Também relata depósitos em contas bancárias do deputado e outras entregas no Posto da Torre — posto de gasolina localizado na região central de Brasília e que originou o nome da “lava jato”.

Na defesa apresentada no tribunal, Meurer e seus filhos sustentam que a denúncia não apontou os fatos ilícitos e fez apenas e fez apenas “suposição atrás de suposição”. Logo após a denúncia ser apresentada ao Supremo, o PP declarou que não admite práticas de atos ilícitos e que confia na Justiça, de modo que os fatos sejam esclarecidos.

Uma série de inquéritos da operação “lava jato” corre no STF, mas até agora a corte só abriu ação penal contra o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 10 de junho de 2016, 20h35

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