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Dívidas de ICMS

TJ-SP suspende penhora de faturamento para que empresa continue em atividade

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Sentenciar uma empresa a encaminhar parte considerável de sua renda para o Estado é condená-la a encerrar suas atividades. Com base nesse entendimento, a 8ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu decisão que determinava que uma empresa do ramo alimentício penhorasse 10% do seu faturamento em favor da Fazenda do Estado de São Paulo por dívidas de ICMS.

A Fazenda busca receber R$ 2.496.763,76 referentes a ICMS declarado e não pago e recusou precatórios como garantia de execução da dívida — além de veículos dados em garantia, que somados valem  R$ 374 mil.

O relator do Agravo de Instrumento, desembargador Leonel Costa, amparou sua decisão no perigo de que a espera por uma decisão de outra instância gere risco para a sobrevivência da empresa, com base no conceito jurídico fumus boni iuris (quando existe a possibilidade de que o direito pleiteado exista no caso concreto).

"Tendo em vista os balanços e demonstrativos financeiros apresentados pela agravante, as despesas e gasto com pessoal, observa-se que, neste momento, a penhora de 10% sobre o faturamento da empresa executada pode inviabilizar sua atividade empresarial", registra a decisão. De acordo com o processo, 10% da receita da empresa em junho de 2015 equivaleriam a R$ 482 mil. 

O escritório Ribeiro e Odeon, responsável pela defesa da companhia, afirmou que decisão de penhorar 10% do faturamento “afronta os princípios da razoabilidade, proporcionalidade, preservação da empresa e menor onerosidade”, contidos no artigo 620 do Código de Processo Civil.

Clique aqui para ler a decisão.
Agravo de Instrumento 2179042-53.2015.8.26.0000.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 19 de setembro de 2015, 14h53

Comentários de leitores

2 comentários

O apetite do Fisco

Jose Campolina (Contabilista)

O Fisco, na ânsia de arrecadar, haja o que houver, dá-se ao luxo de dispensar o bom senso. Para conseguir o ovo, mata a galinha.

...

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Daqui a pouco o fisco vai querer que a empresa se mantenha em atividade só para pagar a dívida. Uma espécie de escravidão por divida, mas nesse caso seria de pessoa jurídica.

Comentários encerrados em 27/09/2015.
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