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Disputa por vaga

Professores de Direito Administrativo apoiam Gomes Moreira no STJ

Mais votado na lista tríplice para preencher a vaga do ministro Gilson Dipp no Superior Tribunal de Justiça, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região João Batista Gomes Moreira segue recebendo apoio  para que seja o escolhido por Dilma Rousseff para o cargo.

Um grupo de 15 professores de Direito Administrativo enviarão um ofício à presidente manifestando o apoio a Gomes Moreira. No documento, eles destacam a trajetória do desembargador, que é juiz de carreira, e seu vasto currículo.

"Trata-se de cidadão comprometido com a Justiça e a democracia, conforme pode ser visto, especialmente, pelo seu currículo e trabalhos publicados. Em sua vida profissional e pessoal, o desembargador demonstra seus firmes valores morais e sua retidão de caráter", dizem os professores.

A carta é assinada por Celso Antônio Bandeira de Mello (PUC-SP), Adílson Abreu Dallari (PUC-SP), Maria Sylvia Zanella Di Pietro (USP), Valmir Pontes Filho (Unifor), Maurício Zockun (PUC-SP), Emerson Gabardo (UFPR), Clóvis Beznos (PUC-SP), Rodrigo Valgas (Cesusc – SC), Cristiana Fortini (UFMG), Luciano Ferraz (UFMG), Weida Zancaner (PUC-SP), Flávio H.Unes Pereira (IDP),  Fabrício Motta (UFG), Marcelo Harger e Márcio Cammarosano (PUC-SP).

Gomes Moreira atua no TRF-1 desde 2001, quando foi promovido por merecimento. Tem 44 anos de serviço público, sendo 28 de magistratura federal. É especialista em Direito Processual Penal pela Universidade Federal de Goiás e mestre e doutor em Direito Administrativo pela Unidade Federal de Minas Gerais. O desembargador também é apoiado pelos juízes da 1ª Região.

Lista tríplice
Concorrem com Gomes Moreis os desembargadores Joel Ilan Paciornik, do TRF da 4ª Região, e José Marcos Lunardelli, do TRF da 3ª Região. Todos juízes de carreira. A lista tríplice foi formada no dia 7 de outubro.

Lunardelli também já recebeu o apoio formal de colegas. Em nota, a Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) afirmou ser a favor da indicação de Lunardelli porque corrigiria “um evidente desequilíbrio federativo, no âmbito do Poder Judiciário brasileiro, já que a 3ª Região, uma das maiores em volume de processos”, conta com apenas um representante no STJ, a ministra Regina Costa. 

O desembargador é mestre e doutor em Direito Econômico pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e tem mais de 20 anos de experiência na magistratura federal.

Clique aqui para ler a carta dos professores em apoio a Gomes Moreira.

Revista Consultor Jurídico, 21 de outubro de 2015, 16h01

Comentários de leitores

2 comentários

A justiça imperará !

ocj (Advogado Autônomo - Trabalhista)

O Desembargador Gomes Moreira foi o mais votado pelo STJ na composição da lista tríplice. Assim, não obstante a sua grande capacidade intelectual, com certeza a tradição será mantida, redundando na indicação.

Se existe desequilíbrio federativo, é na 1ª Região!

mfontam (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

As alegações da 3ª Região não podem ser levadas a sério ao dizer que deveria ter mais representantes do Estado de São Paulo, pela simples razão que a 1ª Região abrange 13 Estados. Se São Paulo tem uma "representante", há diversos Estados que não tem nenhum "representante" no STJ, a maior parte dos Estados abrangidos pelo TRF da 1ª Região. Por exemplo, não há ninguém do Estado do Tocatins, nem Rondônia, nem Roraima, etc. Ou seja, o Estado de São Paulo usa de um argumento que não se sustenta pela aritmética, pois é um tribunal que abrange apenas dois Estados. Já na 1ª Região, há Estados que nunca tiveram um "representante" no STJ ou no STF, muitos desses são da 1ª Região. Portanto, deve ser feito justiça à 1a. Região, a mais prejudicada pois muitos dos Estados abrangidos pela 1a. Região não tem qualquer representante na cúpula da justiça.

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