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Visita tensa

Juíza é agredida por policiais detidos no Batalhão Especial Prisional do Rio

A juíza responsável por fiscalizar o sistema prisional no Rio de Janeiro foi agredida nesta quinta-feira (1º/10) durante inspeção das condições do Batalhão Especial Prisional, unidade que reúne policiais presos no bairro de Benfica, na zona norte da capital fluminense. Detentos impediram que a juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza fizesse a revista em uma das galerias e chegaram a rasgar a blusa que ela usava.

Daniela teve de deixar o local, mas retornou acompanhada do juiz Eduardo Oberg, titular da Vara de Execuções Penais, de seguranças do Tribunal de Justiça do Rio e de policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Em agosto, a vara mandou retirar mordomias de celas depois que ela encontrou camas de casal, geladeiras, videogames, churrasqueiras e um forno de pizza.

Ainda nesta quinta, Oberg determinou que o batalhão seja interditado. Todos os 221 policiais militares presos devem ser transferidos para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, até o próximo sábado (3/10). “O que ocorreu hoje demonstra que o BEP não tem condições de garantir a segurança de funcionários e juízes”, afirmou o juiz na decisão.

A juíza tentou identificar os agressores no período da tarde. O TJ-RJ declarou, em nota, que tomará “todas as providências cabíveis” e que se preocupa com a segurança de seus magistrados e servidores.

Também em nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros afirmou repudiar o “ato covarde”. “A magistratura não pode se curvar diante de ameaças e agressões. Defendemos a adoção de medidas enérgicas pelas autoridades para investigar e punir os responsáveis pelo ato”, escreveu o presidente da entidade, João Ricardo Costa. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 1 de outubro de 2015, 21h33

Comentários de leitores

11 comentários

alppin tem razão

Gustavo P (Outros)

Concordo com o Alppim! Historia muito mal contada.

com toda certeza, quem deveria estar presa é esta juíza terrível, e os pobres policiais presos injustamente, soltos imediatamente e enviados à residência do nobre oficial de justiça, que certamente receberá estes heróis de bracos abertos.

Ciclo Completo.

Bellbird (Funcionário público)

Se nem preso temos condições de fazer o controle deles. Imagina soltos.
E ainda querem fazer o ciclo completo.

Sérgio

Sergio Soares dos Reis (Advogado Autônomo - Família)

Existem BONS e HONESTOS POLICIAIS, a quem não cabe o que sempre ouvimos.

Estes Policiais Presos, Sê TIVESSEM ESTUDADOS, NÃO SERIAM POLICIA (mentira?!)

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