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Saldão de compras

Justiça Federal vai leiloar lancha, carros e apartamentos relacionados à "lava jato"

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, determinou nesta terça-feira (3/11) o leilão de bens apreendidos de condenados na operação lava jato. Moro decidiu a venda como forma de restituir os valores desviados da Petrobras pelos acusados.

O juiz ordenou o leilão de uma lancha 2013, do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, avaliada em R$ 3 milhões, e um hotel de propriedade do doleiro Alberto Youssef, no valor de R$ 3,8 milhões.

A embarcação está em nome da empresa Sunset Global Investimentos e Participações, de propriedade de Paulo Roberto Costa, localizada na Marina do Condomínio Portobello Resort e Safari, em Mangaratiba (RJ).

A decisão também inclui veículos de luxo, como duas Mercedez e três BMW, que estão em nome de Nelma Kodama e Rafael Henrique Srour, ambos doleiros. O leilão dos carros está previsto para quinta-feira (5/11).

Em março, um Porsche Cayman, que pertencia a Nelma Kodama, foi arrematado por R$ 206 mil por um comprador de Curitiba. O automóvel foi o primeiro bem de investigados apreendidos na Lava Jato a ser leiloado. O lance mínimo era R$ 200 mil.

Sérgio Moro marcou para os dias 13 e 23 deste mês os leilões de  três lotes de imóveis do doleiro Alberto Youssef e da lancha de Paulo Roberto da Costa. De acordo com o leiloeiro Afonso Marangoni, responsável pelos dois leilões, a procura tem sido muito grande.

“A crise ainda não chegou aqui. É realmente muito grande o número de pessoas ligando e pedindo para visitar os imóveis. Mais de 6 mil pessoas visitaram a página para ver os bens. Acho que a grande procura se deve ao fato de envolver o nome lava jato, que tem bastante repercussão nacional, e também pelos valores, que são muito bons e são bons investimentos”, acrescentou Marangoni.

Dentre os bens a serem leiloados estão seis apartamentos localizados em Londrina (PR), de propriedade da empresa GFD Investimentos Ltda, controlada por Alberto Youssef, com lances iniciais entre R$ 145 mil e R$ 190 mil cada imóvel, e um prédio em Salvador (BA), também em nome da GFD Investimentos, que será vendido em nove lotes: oito partes ideais de 4% do imóvel (cada) avaliadas em R$ 418.194,06 (cada uma) e uma parte ideal de 5,23% do imóvel, avaliada em R$ 546.788,77.

Há também um terreno em Cambé (PR), com área de cerca de 1.26 mil m², avaliado em R$ 180 mil, também de Alberto Youssef.

As visitas devem ser agendadas via e-mail visitacao@superbidjudicial.com.br, com um mínimo de 48 horas de antecedência. Os leilões serão feitos pela internet, no portal www.superbidjudicial.com.br a partir de 14 h em suas respectivas datas.

O valor mínimo da venda dos bens no primeiro leilão será o da avaliação judicial. No segundo, o valor mínimo para a venda dos bens será o correspondente a 80% da avaliação judicial. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 4 de novembro de 2015, 11h15

Comentários de leitores

1 comentário

E se for autografado...

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

pelos quadrilheiros os bens vão valer mais ainda. No Brasil estamos acostumados a participar de noite de autógrafos de bandidos (e pagar por isso). É incrível como temos admiração e até fetiche pela criminalidade. Eu até participaria dos leilões para tentar arrematar os "cartuchos", por eles assinados assinados, das balas cravadas no peito de cada um deles, se acaso estivesse eu vivendo na China, Indonésia ou, eventualmente até nos EUA. Como não estou em nenhum lugar desses e nunca vi dinheiro fácil entrar no meu bolso, declino dos leilões da ostentação.

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