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Abreu e Lima

Ex-gerente da Petrobras diz que omitiu prejuízos de refinaria a pedidos

A ex-gerente da área de abastecimento da Petrobras, Venina Velosa, afirmou à Justiça Federal que recebeu um pedido para omitir de seus relatórios que a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, era um projeto que traria prejuízos financeiros para a estatal.

A afirmação foi feita nessa sexta-feira (6/2) ao juiz federal Sergio Moro, que conduz o processo da operação “lava jato”. Venina foi responsável pelos estudos sobre a viabilidade técnica e financeira que antecederam a aprovação da obra, em 2012, pelo Conselho de Administração da Petrobras. 

No depoimento, Venina disse que recebeu um e-mail de um secretário do Conselho de Administração com um pedido para alterar a maneira de redigir os relatórios. Segundo a ex-gerente, a forma “não estava dando conforto para a diretoria aprovar o investimento”.

Ela disse que não lembra o remetente da mensagem. Disse também que não sabe se a mensagem foi repassada diretamente ou enviada por intermédio de um ex-assessor de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento e a quem ela era subordinada.

Os estudos técnicos relatavam os valores que seriam investidos e retorno previsto. Ela disse ao juiz que os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque, ex-diretores de Abastecimento e de Serviços, respectivamente, sabiam que a refinaria teria retorno negativo de US$ 3 bilhões.

De acordo com Venina, mesmo tendo sido alertados, ambos determinaram a execução do projeto. A obra foi aprovada em 2012 pelo Conselho de Administração, com investimento de US$ 17 bilhões. "Continue a executar os projetos, as licitações, da forma pela qual nós estamos mandando. Aquelas [recomendações] que estavam sendo feitas para a melhoria da gestão e dos projetos serão acatadas, se fosse o caso", disse Venina, ao referir à reposta de Duque após o alerta.

Em nota divulgada no mês passado, a Petrobras informou que Paulo Roberto Costa foi responsável pela elevação dos custos da refinaria Abreu e Lima. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 7 de fevereiro de 2015, 19h04

Comentários de leitores

3 comentários

caio

ca-io (Outros)

realmente sumiu apenas micharia, não dá nem para perceber. Tenho dó do Presidente da Bayer, McDonald, VW, GM, Fiat, Bosch, etc etc etc, já pensou, EMGANA (com m) que eu gosto.

O dom da onipresença e onisciência

Marcelino Carvalho (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

Numa empresa do tamanho da Petrobrás, exigir que um Presidente acompanhe tudo pessoalmente e saiba de tudo sobre tudo a todo tempo, inclusive quando seu staff filtra os relatórios e intencionalmente suprime ou altera informações para enganá-lo, é algo não apenas injusto como absurdo. Por melhor que seja o controle ele nunca será 100% seguro e sempre dependerá do ser humano em algum ponto de sua execução, sendo tão forte quanto for o caráter de cada uma das pessoas nele envolvidas. Quem já teve a responsabilidade por gerir grandes empresas sabe muito bem disto. Contudo, mesmo reconhecendo esta verdade, a amplitude, frequência e profundidade dos desvios já mapeados na Petrobrás pela Op. Lava-Jato, conduzem à conclusão de que ou toda a diretoria estava envolvida nos desvios ou foram claramente incompetentes no seu papel de gestores da Empresa. Não é possível que algo dessa magnitude, que vem desde 1997 (como um dos ex-gerentes revelou), nunca tenha sido descoberto pelos mecanismos de controle da Empresa. Ninguém faz algo assim, por tanto tempo e com tanto impacto, sem que haja brutal incompetência na gestão (enxerga, mas não vê por incapacidade) ou conivência total (vê, mas faz de conta que não enxerga por desonestidade). Exceto no caso daqueles que já assumiram ter participado dos desvios, não sei qual dessas duas qualificações atribuir aos demais dirigentes que passaram pela Petrobrás desde 1997.

caio

ca-io (Outros)

Não sei de nada. Presidente da Petrobras não sabia de nada. A pergunta que não quer calar. Para que PRESIDENTE então, não sabe de nada. Extingue o cargo, ou responsabiliza por atos de seus subordinados

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