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Lata Velha

Carros de Duda Mendonça são desbloqueados dois anos após absolvição

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Quase dois anos depois de ser absolvido na Ação Penal 470, o processo do mensalão, o marqueteiro Duda Mendonça conseguiu só agora o direito de ter acesso a dois carros em seu nome. O ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, determinou que o departamento de trânsito da Bahia desbloqueie imediatamente o Ford Fiesta e a Toyota Hilux que estão em posse do governo baiano.

“Para bloquear é fácil, para desbloquear é preciso pedir um por um ao Supremo, meu amigo. Eu pensei que era automático, [mas] é uma loucura”, afirmou Mendonça (foto) à revista Consultor Jurídico.

Ele disse que não usava mais os veículos — ao menos um deles havia sido dado a um funcionário, que ficou “com vergonha” de avisá-lo que estava proibido de usar o automóvel. O publicitário afirmou que só depois de ficar sabendo do problema é que pediu para seu advogado apresentar petição ao STF, no último dia 3 de setembro.

A decisão do ministro Barroso saiu no mesmo dia, mas só foi publicada nesta segunda-feira (8/9). Outros bens de Duda já haviam sido liberados no ano passado pelo ministro Joaquim Barbosa (ex-relator do processo, hoje aposentado), após uma série de pedidos da defesa. “O carro [dado ao funcionário] já estava velho há oito, dez anos. Imagina como está hoje”, disse o publicitário.

Responsável pela campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa eleitoral de 2002, Duda foi acusado na AP 470 de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por causa dos R$ 11 milhões que recebeu. Mas a maioria do Plenário avaliou em 2012 que não havia provas de que ele soubesse da origem ilegal do dinheiro repassado pelo esquema. Os ministros também entenderam que o fato de ele ter recebido valores no exterior não significava que queria esconder o dinheiro, pois os recursos foram declarados e a titularidade da conta nunca foi ocultada.

Clique aqui para ler a decisão.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 8 de setembro de 2014, 20h32

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