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Infância e juventude

Menino de 10 anos indiciado como adulto por assassinato nos EUA

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A legislação estadual da Pensilvânia (EUA) não prevê tratamento especial para crianças e adolescentes em casos de homicídio. Assim, um menino de 10 anos foi indiciado em um “tribunal de adultos”, pelo assassinato de uma senhora de 90 anos.

O menino está em uma prisão comum no Condado de Wayne, sem fiança estipulada pela Justiça, por enquanto, de acordo com os jornais The Washington Post, Scranton Times e outras publicações. Segundo o departamento de correções do condado, ele está separado dos adultos, em uma cela especial com televisão.

O menino matou Helen Novak com uma bengala. Interrogado pela polícia, ele confessou: “Eu matei aquela senhora”. Mas acrescentou que só queria machucá-la, porque estava com muita raiva.

A senhora teria gritado com ele, quando entrou em seu quarto. Ele visitava o avô, Anthony Virbitsky, que era cuidador de Helen. Irritado com o grito, ele teria pressionado uma bengala contra o pescoço da senhora, por quatro ou cinco segundos e, depois, a socado várias vezes no estômago.

O menino chamou o avô, quando viu sangue saindo pela boca de Helen. Ela teria dito que estava bem e pedido para não levá-la para o hospital, conforme o avô havia sugerido. Alguns minutos mais tarde, o avô voltou ao quarto para ver como ela estava e a encontrou morta. Chamada pelo avô, a própria mãe do menino o levou à polícia.

A defesa vai sustentar que o menino sofre de problemas mentais e, portanto, não pode responder pelo crime na Justiça, disse o advogado Bernard Brown. Antes disso, o advogado tentará obter a fixação de uma fiança, pelo juiz, para tirar o menino da prisão. E, de qualquer forma, tentará transferir o caso para um “tribunal juvenil” — equivalente à Vara da Infância e da Juventude no Brasil. 

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 15 de outubro de 2014, 12h46

Comentários de leitores

8 comentários

Ao sr. Radar - bacharel-

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Data venia, não se trata de defender ou não defender menor ou maior que tenha praticado um delito (todos têm direito assegurado à ampla defesa). Tampouco significa que, por conta de possível infração que o meu ou seu filho possa a vir cometer, devamos prestigiar a impunidade, até porque, em sentido inverso, amanhã também poderemos ter os nossos filhos mortos nas mãos desses menores e aí, como vítimas (ou familiares delas) bradaremos que se corte a cabeça do bandido (seja ele "dimenor" ou "dimaior"). A questão deve ser tratada de forma objetiva e institucional, ou seja, "a responsabilização criminal daquele que pratica um delito de forma consciente e deliberada", quer tenha 10 ou 90 anos. O grande problema dos brasileiros (e parece ser o seu também), concessa venia, é pretender ser beneficiado por uma lei adequada às suas necessidades e de preferência bastante flexível, ao mesmo tempo em que se mostre rigorosa para com os estranhos, porém branda para consigo mesmo e com os seus entes familiares. Não é por aí meu caro candidato a advocacia.

Nudeisss...

Radar (Bacharel)

Bem. Esse rigor todo só vale quando se trata dos filhos dos outros. Se o delinquente for seu filho, certamente você dirá: "calma, ele fez algo muito errado, mas é apenas uma criança. Alguns dos criticos iriam de bom grado à delegacia, resgatar o seu "adolescente" ocioso, de 18 anos, que encheu a cara e brigou na rave.

...

LeandroRoth (Oficial de Justiça)

Que porcaria esses Estados Unidos!.
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Lá os jovens não podem nem matar os outros em paz! Ficam com essa bobagem de "punição" e "combate ao crime", seja de que idade for o criminoso. Bobalhões!
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Viva o Brasil!

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