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AP 470

Ex-deputado Pedro Henry irá trabalhar em hospital

A Justiça de Mato Grosso concedeu nesta quarta-feria (8/1) autorização para o ex-deputado federal Pedro Henry (PP-MT) sair da prisão durante o dia e trabalhar no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, capital do estado. O ex-parlamentar foi condenado a sete anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Henry é médico especializado em anestesia, perícia médica legal e medicina hiperbárica e receberá R$ 7,5 mil.

Segundo a decisão do juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, Henry (foto) cumprirá expediente das 7h às 17h e deverá retornar diretamente à Penitenciária Central do Estado (Polinter) após o fim do horário de trabalho. O juiz impôs outras restrições a Henry, como proibição de frequentar lugares inapropriados (casas de prostituição e de jogos); não portar armas; e não ingerir bebidas alcoólicas. O ex-deputado também terá de usar tornozeleira eletrônica de monitoramento, quando o objeto for implantado no estado.

De acordo com a Lei de Execução Penal, detentos condenados em regime semiaberto podem pedir à Justiça para trabalhar durante o dia. “O trabalho externo do penitente é de suma relevância no processo de sua reeducação e ressocialização, elevando-se à condição de instrumento de afirmação de sua dignidade, ventilando-se que, dada a natureza de sua profissão e a escassez de médicos no sistema penitenciário, de extrema utilidade e retribuição seria a oferta de seu labor”, afirmou o juiz Fidelis Neto. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 9 de janeiro de 2014, 15h52

Comentários de leitores

1 comentário

Punição a "la carte"

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Vejam que maravilha este país. O sujeito rouba; é processado e condenado há quase 8 anos de cadeia depois de um longo processo de sete anos (e,é claro, como a pena "é leve" tem direito a regime semi-aberto, de saída); "arruma" um "emprego" de R$ 7.500,00/mês e só visita a cadeia á noite e nos finais de semana. Já o cidadão de bem, trabalhador, empregado categorizado,que faz o mesmo expediente para ganhar, digamos, a metade (e aqui já é considerado classe média) tem que aproveitar a noite e os finais de semana fazendo "bicos" em outro emprego para engrossar o orçamento e poder pagar as contas da família no final do mês. Tá bom ou precisa mais ? Enquanto isso continuar sendo uma zona, estaremos mesmo mergulhados no fundo do esgoto.

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