Record afirma ser proprietária de marca com o termo Amazônia
2 de dezembro de 2014, 5h31

A briga ainda não foi analisada pelo Inpi, autarquia vinculada ao governo federal. A decisão administrativa pode ser levada à Justiça, caso uma das partes discorde do desfecho.
O programa colocou pessoas no meio da floresta amazônica competindo por um prêmio de R$ 1 milhão, sendo apresentado pelo ator Victor Fasano. De acordo com a Record, o reality show tinha o objetivo de “mostrar a floresta como uma aliada a ser preservada” e fez “enorme sucesso perante telespectadores de todas as idades”, embora não tenha produzido novas temporadas. Para a emissora, a marca Amazônia Real pode “levar a erro, dúvida, confusão ou associação” aos seus telespectadores, porque a expressão reality é sinônimo de realidade.
Já a agência de notícias, criada pelas jornalistas Elaíze Farias e Kátia Brasil em 2013, alega que adotou o nome para contar a história da população local “sem clichês e sem estereótipos”. Afirma ainda que a discussão envolve meios de comunicação distintos (televisão e internet) e aponta uma diferença gramatical: “realidade” consiste em substantivo, enquanto “real” é adjetivo.
A discussão lembra uma briga diplomática liderada pelo Brasil e pelo Peru contra a tentativa da varejista virtual Amazon de reservar páginas na internet com o domínio .amazon. No ano passado, um comitê ligado à Icann (entidade internacional que analisa regras no uso da internet) declarou-se contrário à concessão do domínio para a empresa norte-americana.
Processo: 906878268
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