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Tentativa de suborno

Quatro são presos por compra de decisão judicial em MT

A operação assepsia, iniciada pelo Ministério Público de Mato Grosso, prendeu quatro envolvidos em tentativas de compra de decisão judicial para a liberação de traficantes, entre elas um advogado e um servidor do Poder Judiciário. Foram presos o advogado Almar Busnello, o servidor público do Poder Judiciário Clodoaldo Souza Pimentel, o ex-estagiário de Direito Marcelo Santana e os acusados de tráfico Milton Rodrigues da Costa e Adalberto Pagliuca Filho — que está foragido.

Foram constatadas, durante as investigações, duas tentativas de suborno junto a um assessor jurídico da vara especializada contra o crime organizado para que ele articulasse a revogação da prisão de traficantes da família Pagliuca, presos pela Polícia Federal.

Na primeira tentativa, o estagiário e o advogado envolvido no esquema ofereceram R$ 1 milhão para que o assessor jurídico redigisse e submetesse ao magistrado decisão revogando a prisão dos Pagliuca. O estagiário teria afirmado, ainda, que já tinha acertado com um desembargador, que confirmaria a decisão em segunda instância.

Na segunda tentativa de suborno, no montante de R$ 1,5 milhão, a ação partiu do servidor do Tribunal de Justiça juntamente com os dois beneficiários da quadrilha de traficantes. Eles sugeriram ao assessor do juiz que redigisse decisão de conflito negativo de competência do processo da família Pagliuca e submetesse ao juiz, visando, com isso, à ocorrência de excesso de prazo, o que legitimaria a soltura dos réus pelo Tribunal de Justiça. Alegaram que já tinham fechado um esquema com o desembargador e que tal decisão seria mantida.

Os envolvidos no esquema de venda de decisão judicial deverão responder pelas práticas de crimes de exploração de prestígio e corrupção ativa, de acordo com o Ministério Público. A diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso afirmou que irá encaminhar cópia da denúncia apresentada contra o advogado para o Tribunal de Ética e Disciplina para verificar possíveis infrações ético-disciplinares. Com informações da Agência Brasil e da Assessoria de Imprensa do MP-MT.

Revista Consultor Jurídico, 10 de abril de 2013, 17h57

Comentários de leitores

1 comentário

No link abaixo, notícia afim,

João Corrêa (Estagiário - Previdenciária)

Na qual o desembargador solta sete da mesma família...
http://www.jornaloeste.com.br/?pg=noticia&idn=24698

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