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Lei Seca

Corregedoria analisará caso de desembargadora em blitz

A Corregedoria Nacional de Justiça vai analisar a conduta da desembargadora Yara Ramires da Silva de Castro, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, que se envolveu em uma discussão com policiais militares após ser parada em uma blitz em São Paulo. A partir da instauração da averiguação preliminar, o órgão vai acompanhar o caso para avaliar se é necessária a instauração de algum procedimento  de caráter disciplinar contra a desembargadora.

A juíza e sua filha, a advogada Roberta Sanches de Castro, foram paradas numa blitz da Lei Seca na região central de São Paulo, na noite de quarta-feira (10/7). As duas se envolveram em uma discussão com os policiais, após os oficiais pedirem a documentação do carro e convidarem a motorista, Roberta, a fazer o teste do bafômetro.

A desembargadora e sua filha alegam que foram agredidas e acusam os policiais de arbitrariedade. Após a discussão, as duas foram encaminhadas para a Corregedoria da PM para prestar depoimento e foram autuadas por desacato. De lá, segundo foi noticiado, seriam levadas para o plantão do 78º Distrito Policial, dos Jardins.

Em casos tornados públicos, a instauração da apuração preliminar pode ser tomada por iniciativa da própria Corregedoria, sem que haja a necessidade de provocação. A partir da instauração do procedimento, a desembargadora terá a oportunidade de apresentar a sua versão sobre os fatos noticiados. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Revista Consultor Jurídico, 13 de julho de 2012, 16h30

Comentários de leitores

6 comentários

E depois?

Republicano (Professor)

Com a atitude, a Corregedoria do CNJ demonstra que primeiro se coloca em dúvida o magistrado. Será que virão a publico, após as investigações , pedir a punição dos PMs? Olha, o agente do Estado que tem autorização para portar arma de forma ostensiva deve, sim, conhecer seus limites e quem está acima dele na hierarquia de Poder. A hierarquia não começa no soldado e vai até o general, não. Na democracia, as autoridades civis devem ser respeitadas.

Cuidado

Republicano (Professor)

A CONJUR insiste no erro jornalístico. A desembargadora foi até a Corregedoria da PM para levar noticia criminosa contra os PMs, que teriam abusado na operação. Porque a teimosia na divulgação, quando todos sabem que um magistrado, e nem cidadão, não pode ser preso por desacato, e sim é lavrado um TCO. Sempre quando uma autoridade questiona a truculência policial, a policia vem com essa de desacato e que a autoridade afirmou "sabe com quem está falando?". Para o povão é prato cheio, mas não fica bem na CONJUR.

Quem nos dera (em termos, é claro!)

Richard Smith (Consultor)

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E só para não variar discordando aqui do amigo Dr. Pintar:
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Lastimavelmente, nós vivemos (e isto em São Paulo, hein? imagine-se em outro grotões do "Brasil-Profundo"!) um estado APOLICIAL, aonde qualquer um faz o que quer e as chances de ser devidamente "enquadrado" e prestar efetiva e eficaz contas à Sociedade é bastante pequena, inversamente proporcional à desfaçatez do marginal, eu diria mais.
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A polícia "enxuga gêlo" e o judiciário "garantista" se encarrega de tornar a vida do cidadão cada vez mais complicada.Tudo em nome de um viés de "humanização", senão de endeusamento mesmo da Marginalidade!
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Eu, que ando com a maior tranquilidade nas ruas da MINHA cidade (o dia que eu não a considerar mais assim e tiver medo de sair às ruas, então eu mudo de país!) já fui vítima de arbitrariedade do "guarda da esquina". Perto da casa de minha sogra parei para ver a movimentação policial na casa de uma certa senhora espanhola que acumulava objetos na sua casa. Havia a viatura de plantão do distrito, viaturas da PM, caminhões e até uma pá-carregadeira, da Prefeitura.
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Um babaca de um PM que esva com a viatura sobre a calçada (!) não gostou de eu parar do lado dele e depois que eu fui até lá e conversei com a delegada de plantão (eu havia estudado com o filho da senhora daquela casa) subi no carro e fui embora. Dias depois chega uma multa de "estacionar sobre faixa de pedestres" (coisa que eu não faria nunca!). Fui na Corregedoria da PM e dei parte do "zeloso" miliciano e o mesmo foi punido e a multa cancelada!
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É só o cidadão ter mais consciência dos seus direitos (os legítimos!) e não deixar barato!
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p.s. o título é apenas uma provocação irônica, é claro!

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