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PRAZO RECORDE

PF encerra inquérito sobre a Operação Porto Seguro

O inquérito policial sobre a Operação Porto Seguro foi finalizado e encaminhado para a 5ª Vara da Justiça Federal, em São Paulo, nesta sexta-feira (7/12). Ao todo, 23 pessoas foram indiciadas. As informações são da Agência Brasil.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo, publicada neste sábado (8/12), revelou que o prazo de 15 dias utilizado pela PF para finalizar o relatório e encerrar a operação é “incomum”. A previsão, segundo o jornal, era que a investigação fosse concluída apenas em fevereiro. De acordo com a reportagem, desde 2003, a PF paulista não enviava à Justiça documentos referentes a ações de tal complexidade em um período tão curto de tempo.

Em nota oficial, a Polícia Federal declarou que dois novos indiciamentos foram feitos. O primeiro referente a uma servidora de nome não divulgado, acusada de formação de quadrilha; e o segundo, de um diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), de nome também mantido em sigilo e que responde por corrupção passiva.

Deflagrada em 23 de novembro, a Operação Porto Seguro tinha como alvo a atuação de organização criminosa que operava junto a órgãos federais e agências, com a finalidade de produzir pareceres técnicos fraudulentos e assim favorecer interesse particulares.

Ainda no dia 23, seis pessoas foram presas e 19 mandados de condução coercitiva foram cumpridos. Também foram executados 43 mandados de busca e apreensão em Brasília e em São Paulo.

A Justiça deve agora encaminhar os autos para o Ministério Público Federal. A Polícia Federal também informou irá enviar ainda o resultado obtido com a análise dos discos rígidos apreendidos em razão da operação em até 90 dias.

Revista Consultor Jurídico, 9 de dezembro de 2012, 15h26

Comentários de leitores

2 comentários

Autonomia de favor. Que aberração!!!

Observadordejuris (Defensor Público Estadual)

Pairam perguntas no ar não respondidas, satisfatoriamente, por quem deveria fazê-lo. Por que não houve grampo telefônico em relação a Rosemary? Será devido à sua estreita e suspeitosa relação com Lula? Ou porque o diálogo telefônico havido entre eles compromete o Lula, que, sabidamente, está por trás da maioria das malfeitorias praticadas em seus dois mandatos ou, mesmo, compromete o Governo atual? A insistência do Ministro da Justiça em afirmar, reiteradamente, nas duas Casas do Congresso a autonomia concedida pelo Executivo e não por força de lei à PF, ou seja, um favorzinho dos chefões, é muito sintomático. Nesse mato tem coelho!!!

Lacaiagem

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov (Advogado Autônomo)

Polícia republicana é o maior signo da mendacidade.
Nesta pseudodemocracia não só a polícia federal, mas nenhuma instituição pública possui autonomia. A independência é recurso retórico mesmo entre os 03 (três) poderes.
Enquanto as nomeações para os dirigentes públicos e para os Tribunais de Justiça forem submetidas a critérios subjetivos e indicações politiqueiras, a dependência moral sempre estará presente.
Todo aparato do Estado tem um único objetivo: servir o poder instalado, o resto é pura balela.
As operações da pf coadjuvadas pelo MP e por decisões judiciais vacilantes já destruíram – despudorada e acintosamente muitas vidas inocentes.
Fossem pessoas comuns os principais protagonistas da operação porto seguro, desde o primeiro dia, teriam sido alvos de interceptações indiscriminadas e estariam recolhidos e esquecidos nas masmorras tupiniquins.

Comentários encerrados em 17/12/2012.
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