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Despreparo para a função

Juiz que intimidava com arma de fogo é aposentado

Palavras de baixo calão, gritos, castigos a quem lhe contrariava e intimidação com uma arma de fogo que ele mantinha, por vezes, no seu escritório. Esses foram os comportamentos que fizeram com que o juiz da 7ª Vara Criminal da Capital, Adeildo Lemos de Sá Cruz fosse aposentado compulsoriamente, por assédio moral, pela Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

De acordo com o relator do processo administrativo disciplinar, desembargador Silvio Beltrão, cerca de 60 funcionários pediram transferência da 7ª Vara Criminal nos últimos cinco anos por não suportar os maus tratos e a pressão a que eram submetidos. "Uma funcionária chegou a urinar dentro do escritório porque o juiz não lhe deu permissão para ir ao sanitário", afirmou Beltrão, para quem, com o seu "comportamento inadequado e incompatível com a sua função", o magistrado feriu a Lei Orgânica da Magistraturam (Loman) e o Código de Ética da Magistratura.

Entre os abusos que teriam sido cometidos por Adeildo também foi citado que ele desviava pessoas de seu trabalho para atender a pedidos pessoais. Um funcionário seria obrigado a lavar seu carro diariamente, enquanto outra funcionária tinha de comprar leite instantâneo para o seu cafezinho com o dinheiro da gratificação a que ela tinha direito. A uma servidora que o contrariou, ele obrigou a ficar de castigo, sentada defronte a uma parede em um canto da sala. Com informações da Agência Estado.

Revista Consultor Jurídico, 11 de abril de 2012, 22h30

Comentários de leitores

20 comentários

Dois pesos e duas medidas - acorda brasil

Danilo Sávio Rocha Cavalcante (Advogado Autônomo - Criminal)

ENTENDO QUE O REINADO DESSE TIPO DE GENTE NÃO MERECIA O PRÊMIO DE UMA APOSENTADORIA. SENDO PROCEDENTES ESSA LONGA FITA DE DENÚNCIAS IMPLICAVA EM ACERTADA EXONERAÇÃO, ESSA MANEIRA SERIA UMA FORMA DE INIBiR E DETER O EXECESSO DE PODER DESSA "REALEZA DOENTIA".Os ranços da monorquia absolutista ainda tomam conta da personalidade dessas pessoas que tiveram uma situação privilegiada para CONQUISTAR um cargo que enfeixa tanto poder em suas mãos.Tratam o foro como seus palácios, ao povo com desrespeito, mal exemplos, aos advogados querem domar, e aos serventuários da "Justiça" (nunca do Juiz) tratam como seus empregados domésticos. Conduta imoral para um membro da magistratura, conduta que se fosse realizada por uma pessoa que ocupasse função na iniciativa privada,seria motivo de aplicação de uma "justa causa", para o fim do seu vinculo empregatício. Quem sai perdendo na história somos nós os contribuintes que vamos alimentar um elemento nocivo à nossa sociedade,que nunca deveria manchar com sua má conduta a instituição que o acolheu. E isso não tem acontecido apenas em Pernanbuco, é mal de alguns magistrados se sentirem divindades.Esse juiz era o DEUS TROVÃO, ameaçavava a sociedade com arma de fogo, infligia tirania aos serventuários, e é como foi dito acima, isso efeverceu ao longo dos anos sem que ninguém tivesse coragem de se defender. Lamento que esse individuo receba como prêmio uma farta aposentadoria, sem o devido merecimento.Quando será que os Tribunais agirão realmente com Justiça? Usam dois pesos e duas medidas. Censura merece todas as decisões que dão essa loteria a esses psicopatas. O Neoconstitucionalismo tem tido suas vantagens quando coloca a CF/88 acima desse tipo de desmando. Comentário de acordo com as informações dessa página.

Aos inimigos, a Lei !

Renato Novaes (Advogado Autônomo)

O compadrio é terrivel ! Qualquer pessoa que tivesse esse comportamento, estaria presa, mas como se tratava de um juiz... ganhou, como punição, salário sem trabalhar.

Onde está o Ministério Público nessas horas???

Marco Antonio Pivetta (Assessor Técnico)

Concordo com o Advogado Ricardo Cintra. Onde está o Ministério Público? Acusar ladrão de galinha é fácil. A lei não é para todos? Onde estão os heróicos defensores da lei nessas horas? Desculpem, mas costumo chamar isso de COVARDIA.

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