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Esquizofrenia paranoide

Assassino de Glauco é declarado inimputável

A Justiça Federal do Paraná considerou que Carlos Eduardo Nunes, o Cadu, assassino do cartunista Glauco Villas Boas e de seu filho, Raoni, é inimputável. Em decisão proferida na sexta-feira (27/5), o juiz Mateus de Freitas Cavalcanti Costa, da 3ª Vara Federal Criminal de Foz do Iguaçu, determinou que o réu não tinha condições de compreender o que estava fazendo quando cometeu o crime. Ele cumprirá pena em hospital psiquiátrico por três anos.

O juiz acatou parecer do Ministério Público do Paraná, que considerou que Cadu sofre de esquizofrenia paranoide e, por isso, é incapaz de perceber a gravidade de seus atos. O MP também acredita que a doença foi agravada pelo consumo de drogas alucinógenas, pelo fanatismo religioso e pela crença no sobrenatural. No dia dos crimes, Cadu estava sob efeito de maconha e haxixe.

De acordo com a sentença, devem ser apresentados laudos que confirmem ou não a cessação de periculosidade do réu. Ele continuará internado no Complexo Médico Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, onde está desde o fim do ano passado.

Glauco e seu filho foram mortos na madrugada do dia 12 de março do ano passado com quatro tiros cada. Cadu foi preso dois dias depois, quando tentava fugir para o Paraguai em um carro roubado. As informações são da Assessoria de Imprensa da Justiça Federal do Paraná

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Revista Consultor Jurídico, 30 de maio de 2011, 16h52

Comentários de leitores

2 comentários

A questão é....

Elza Maria (Jornalista)

A questão é saber se a doença de que ele foi declarado portador constitui uma patologia permanente ou se ele poderia ter lapsos de consciência. Se é possível que haja interrupção no acometimento, o assassino bem que poderia estar perfeitamente lúcido na hora em que cometeu os crimes. De outro modo, como se explica a fuga e a resistência à prisão? Só quem tem consciência plena de que cometeu um crime é que tenta fugir e ainda resiste à prisão trocando tiros com a polícia. Um inimputável que não tem consciência dos seus atos não teria motivo nenhum para fugir nem para resistir à voz de prisão que lhe foi dada pela polícia ao interceptar a fuga. Portanto, mesmo sendo ele portador de doença psiquiátrica, parece que tanto no momento do crime como logo depois tinha plena consciência dos seus atos. Às vezes é difícil engolir certas decisões...

Impunidade é a regra

Cleyton Alirio da Silveira (Advogado Associado a Escritório)

Mais uma vez o judiciário brasileiro endossando a impunidade. O indivíduo não tem condições de responder pelos seus atos, mas teve condições de matar dois inocentes e ainda de planejar a fuga para o Paraguay, sendo que ainda trocou tiros com a polícia no caminho. Piada! E quem paga a conta para esse assassino se "reabilitar"? Nós. Daqui a pouco esta solto e matando de novo.

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