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Assalto a joalheria

Cinco acusados de roubo qualificado são condenados

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A Justiça paulista condenou, na última sexta-feira (10/6), cinco pessoas acusadas do roubo à joalheria Tiffany, no shopping Cidade Jardim, na zona sul de São Paulo, em maio do ano passado. A decisão, divulgada na quarta-feira (15/6), é do juiz da 19ª Vara Criminal, Antonio Carlos de Campos Machado Junior. Na sentença, ele destacou que o delito impressiona pela magnitude e ousadia dos assaltantes. O processo corre em segredo de Justiça.

Segundo a denúncia, dois irmãos e mais três comparsas, armados, roubaram anéis, pulseiras e brincos de ouro e diamantes, que resultou em prejuízo estimado em R$ 1,5 milhão. Eles foram condenados pelo crime de roubo qualificado. As imagens do circuito interno de TV do shopping ajudaram na identificação de uma parte dos suspeitos. Pelo menos nove pessoas participaram do assalto.

Dois dos acusados foram condenados a seis anos e oito meses de prisão, outros dois a seis anos, e o último a cinco anos e quatro meses. O juiz negou aos réus o direito de recorrer da sentença em liberdade.

O primeiro suspeito a ser preso pela Polícia, dias após o crime, foi Jefferson Luiz de Lima. Dias depois foram presos Felipe Garrido do Amaral, os irmãos Elvis e Anderson José da Silva, e Hugo Leonardo de Lima Moura.

O juiz absolveu Felipe Garrido do Amaral, proprietário de um dos veículos usados no assalto. Ele afirmou que, dias antes do crime, dois amigos pediram o carro emprestado, mas antes de entregá-lo foi surpreendido por dois indivíduos numa motocicleta, que exigiram o automóvel.

De acordo com o juiz, "ninguém, em sã consciência, participaria de um assalto de tamanha magnitude, usando um objeto que o vincularia de maneira evidente e imediata ao ilícito".

O juiz também afirmou que o assalto não foi grande apenas nos números, mas na ousadia. "A joalheria situa-se no interior de sofisticado shopping e a ação foi em pleno horário comercial, em meio a funcionários e clientes, numa cena que adquire contornos cinematográficos. Felizmente, o crime exitoso em um primeiro momento, deixou valiosas pistas, a partir das quais foi possível chegar a alguns de seus participantes", concluiu.

Ação da quadrilha
O roubo aconteceu em 16 de maio. Nove homens fortemente armados invadiram a joalheria Tiffany & Co. do Shopping Cidade Jardim, no Morumbi, zona sul de São Paulo, levando anéis, pulseiras, brincos e outras joias. Na fuga, um dos criminosos fez um disparo de escopeta. O tiro atingiu a parede do shopping e levou pânico a frequentadores. Um vigia da loja foi levado como refém, mas acabou libertado.

O grupo chegou ao shopping às 15h20, pelo acesso da Avenida Magalhães de Castro (pista local da Marginal do Pinheiros) reservado ao serviço de manobrista. Os criminosos estavam em dois carros — um Gol cinza e um Golf preto. De dentro dos veículos desceram seis deles, que anunciaram o assalto e imediatamente se dirigiram para a loja, localizada no mesmo piso.

A ação durou três minutos. Foram rendidos o gerente da Tiffany Arthur Silva Barros, duas vendedoras, uma copeira e um segurança da loja. Segundo a Polícia Militar, as vítimas não sofreram agressões físicas, apenas verbais. Elas foram obrigadas a abrir as vitrines, retirar as peças e entregá-las aos criminosos. Um colar de diamantes da Tiffany chega a custar R$ 300 mil.

Ao perceber que a loja estava sendo assaltada, uma vigilante acionou a campainha que alerta a central de segurança do shopping. O efetivo que circula no interior do shopping trabalha desarmado. O único homem armado, que fica nas docas (armazéns) do shopping com um revólver calibre 38, chegou a se colocar em posição de tiro para tentar impedir a fuga, mas recuou ao ver que os bandidos tinham armas de grosso calibre — fuzil, submetralhadora, escopeta calibre 12 e pistolas.

Os dois veículos usados na fuga foram abandonados no Brooklin, perto da Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira. O refém foi deixado na mesma região, sem ferimentos. As câmeras do circuito interno de TV registraram todo o assalto.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 16 de junho de 2011, 10h49

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