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Vagas de sobra

Programa do CNJ preenche 2 mil vagas de trabalho

O Programa Começar de Novo, criado pelo Conselho Nacional de Justiça, foi responsável pela ocupação de 2 mil vagas de trabalho destinada para detentos e egressos do sistema carcerário. E, de acordo com o Portal de Oportunidades, ainda existem 2.742 vagas disponíveis. Para o juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Luciano Losekann, que coordena o Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e de Medidas Socioeducativas, a falta de qualificação profissional é um dos principais fatores que dificultam o preenchimento das vagas.

Os TJs estão firmando parcerias com instituições especializadas para reforçar a capacitação profissional. Entre os parceiros estão o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), além dos conselhos da comunidade e outras entidades como o Projeto Social Liberty, de São Paulo, e a Fundação Dom Avelar, da Bahia. 

Para o preenchimento das vagas de trabalho, o CNJ iniciou este ano um censo para traçar o perfil socioeconômico dos cerca de 500 mil integrantes da população carcerária do país. O levantamento é feito por meio do sistema eletrônico, desenvolvido pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização Carcerária do Tribunal de Justiça do Maranhão. O CNJ escalou o desembargador Froz Sobrinho para implantá-lo em todos os estados.

Além do Maranhão, o sistema já funciona em Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul. “O sistema busca reduzir a burocracia e permitir o acesso do egresso à capacitação, educação e ao mercado de trabalho, de forma mais rápida. Hoje, muitos egressos do sistema carcerário não conseguem emprego porque suas aptidões não foram identificadas durante o cumprimento da pena”, observou o juiz Losekann.

O programa, criado em outubro de 2009, aposta no emprego para reduzir a reincidência criminal, em uma parceria entre Tribunais de Justiça, governos estaduais, prefeituras, empresas e entidades da sociedade civil. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Revista Consultor Jurídico, 30 de dezembro de 2011, 16h36

Comentários de leitores

3 comentários

Brasil para todos

FELIPE CAMARGO (Assessor Técnico)

As políticas públicas são para todos os brasileiros e os egressos do sistema penitenciário também são sujeitos de direitos. Não consta que entidades como o SENAC, o SENAI e o SEBRAE tenham restringido seus programas de qualificação. Muito pelo contrário, eles foram justamente ampliados. Também não consta que vítimas de crimes em geral tenham maiores dificuldades de emprego que os demais cidadãos. O mesmo não pode ser dito dos egressos -- daí o louvável programa do CNJ. Atitudes preconceituosos só atrapalham. Ainda que muitas pessoas tenham seus preconceitos, espera-se que os responsáveis pela elaboração de políticas públicas não os tenham. Parabéns ao CNJ, ao SENAC, ao SENAI, ao SEBRAE e a todos aqueles que colaboram para a construção de um país mais inclusivo e menos preconceituoso.

cadê as vagas para as vítimas ??

daniel (Outros - Administrativa)

Preso não gosta de trabalhar, a maioria é tudo malandro e têm pouca produtividade. As empresas reclamam, mas têm medo de colocar no papel.
Agora o CNJ precisa arrumar emprego para as vitimas dos crimes...

Em vez Senai , estagio na cadeia.

amorim tupy (Engenheiro)

Como é fato evidente que emprego não esta sobrando no Brasil , muito pelo contrario esta faltando conclui-se que 200- trabalhadores que nunca se envolveram em crimes perdaram a oportunidade.
Logo vão deduzir que para conseguir um emprego tera de fazer um estagio na prisão.

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