Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Tiroteio em blitz

Anamatra divulga nota de solidariedade a juiz

O presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Luciano Athayde Chaves, pediu rapidez e rigor na apuração dos fatos que envolvem o tiroteio que feriu o juiz do trabalho Marcelo Alexandrino da Costa Santos.

O juiz foi baleado no sábado (2/10), quando trafegava pelo estrada do Pau Ferro, no Rio de Janeiro, com a mulher, a sogra, o filho e a enteada. Eles passavam perto de uma blitz da Polícia Civil, quando o juiz e as duas crianças foram baleados. A Polícia investiga se os disparos foram feitos pelos policiais ou por ocupantes de outro veículo que teria fugido da operação que ocorria no local.

Em nota de solidariedade ao juiz e sua família, Chaves informou que os policiais devem estar aparelhados adequadamente. No entanto, devem também ser treinados e qualificados para proteger e dar tranquilidade à sociedade, combatendo o crime e a onda de violência. “Esperamos a célere e eficaz apuração dos fatos e entendemos que toda e qualquer ameaça contra integrantes do Poder Judiciário atinge também o Estado Democrático de Direito e a sociedade em geral”.

A investigação
A Polícia Civil do Rio informou na manhã de domingo (3/10), que a Corregedoria interna da corporação vai investigar o tiroteio que feriu Santos para garantir total isenção na apuração do fato. Segundo a Folha de S.Paulo, o chefe da corporação, delegado Allan Turnowski, já fez uma visita ao juiz e conversou com seus familiares.

Segundo a versão da Polícia, publicada pelo jornal, Santos suspeitou que a blitz fosse feita por bandidos para roubar motoristas e decidiu retornar. Ele estava manobrando o veículo quando um Honda Civic de cor escura também se deparou com a blitz e tomou a mesma decisão.

Os policiais atiraram uma vez para cima, na tentativa de impedir a fuga dos ocupantes do Civic. Esses, no entanto, dispararam pelo menos três vezes contra os policiais antes de fugir. Segundo eles, esses tiros atingiram o juiz e sua família. Santos permanece internado, mas fora de perigo. Já as duas crianças estão em estado grave.

Leia a nota da Anamatra:

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – ANAMATRA, entidade que representa mais de 3.600 juízes do Trabalho em todo o Brasil, vem a público manifestar sua solidariedade ao juiz do Trabalho Marcelo Alexandrino da Costa Santos e à sua família, violentamente baleados no último sábado (2/10), no Rio de Janeiro.

A garantia à segurança pública para todo e qualquer cidadão pressupõe que as policiais sejam aparelhadas adequadamente, mas, principalmente, que toda sua equipe seja treinada e qualificada para proteger e dar tranquilidade à sociedade, combatendo o crime e a onda de violência.

Esperamos a célere e eficaz apuração dos fatos e entendemos que toda e qualquer ameaça contra integrantes do Poder Judiciário atinge também o Estado Democrático de Direito e a sociedade em geral.

Brasília, 4 de outubro de 2010
Luciano Athayde Chaves
Presidente da Anamatra

Revista Consultor Jurídico, 4 de outubro de 2010, 18h25

Comentários de leitores

3 comentários

RIGOR E AGILIDADE???

Manente (Advogado Autônomo)

Ora, ora, ora,
A polícia não consegue apurar centenas e centenas de homicídios no País!!!
Diga-se de passagem, até mesmo a de São Paulo, que segundo informações é a mais bem equipada e preparada.
Ora, por que não aplica-se a mesma AGILIDADE E RIGOR quando o Seu João, o Zezinho, o Pedrinho são vítimas de homicídio ou tentativa na periferia???
Onde esta o princípio da ISONOMIA???
Quando digo que a nossa CARTA MAGNA é INCONSTITUCIONAL, infelizmente, deparo-me com alguns.... que dizem que isto é um absurdo.
Desejo melhoras para o magistrado e ambos os filhos, mas, O RIGOR E AGILIDADE DEVEM SER NECESSÁRIOS PARA A APURAÇÃO DE QUAISQUER INFRAÇÕES COMETIDAS CONTRA TODOS OS CIDADÃOS DE BEM!!!

Igualdade

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Pelo que entendi a agressão sofrida não está ligada ao exercício da judicatura. Logo, o cidadão ferido é um cidadão como outro qualquer, devendo receber O MESMO TRATAMENTO que os outros. Dessa forma, parece não haver motivo para que a respeitável Associação venha a público pedir rigor e rapidez somente pelo fato do ofendido ser um juiz: A LEI DEVE SER IGUAL PARA TODOS, isso o que diz a Carta Política.

Como?!

Richard Smith (Consultor)

Atentado?!!! Mas que potoca é esta, se a própria esposa do infeliz magistrado, que com ele se encontrava no veículo e nada sofreu, disse que ele, temendo que fosse uma falsa blitz montada por traficantes (a que ponto chegamos nas terras de Cabral, "O Pacificador", não?!) deu meia volta e se afastava, quando foram atingidos por vários disparos?!

Comentários encerrados em 12/10/2010.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.