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Violência no Rio

Assassino do jornalista Tim Lopes é preso

Um dos assassinos do jornalista Tim Lopes, da TV Globo, foi preso neste domingo (28/11). As forças de segurança que atuam no Complexo do Alemão encontraram Elizeu Pereira, conhecido como Zeu, em uma região conhecida como Coqueiro. As informações são do portal Uol.

Zeu era membro da quadrilha de Elias Maluco, um dos chefes do Comando Vermelho e ajudou a cometer o crime, em 2002. Depois de ter sido encontrado em casa, acabou se entregando. Ele cumpriu cinco dos 23 anos de sua pena.

De acordo com as investigações, foi Zeu quem comprou a gasolina que queimou o repórter. Disfarçado, o jornalista entrou na favela para buscar informações sobre exploração sexual de menores em bailes funk patrocinados pelo tráfico. O Disque Denúncia do Rio de Janeiro chegou a oferecer R$ 10 mil por sua captura.

A operação no Complexo do Alemão resultou em diversas detenções. Os detidos estavam sem documentos e alguns não sabiam dizer onde moravam. Em meio à ação, moradoras da região criticaram alguns membros das forças de segurança. O mesmo aconteceu no sábado (27/11).

É o que conta Flávia Gomes, de 27 anos. Segundo a moça, o marido e a irmã foram detidos pela polícia. Eles moram na estrada de Itararé, caminho para o complexo. "Só quero que liberem ela. Pegou traficante? Leva preso. Mas eles são inocentes", afirmou. "Minha irmã não é nem mulher ainda e está em um ônibus cheio de homem." Maiara Gomes tem 14 anos. Geraldo Dantas, marido de Flávia, tem 27. A moradora diz que sua irmã, Jaqueline, foi hostilizada quando levava documentos de parentes detidos. "Tem policiais que tratam direito, mas tem uns que faltam com respeito."

Vanessa Gomes também reclama do tratamento dado pelos policiais. "Estão dando na cara até de mulheres. Eles acham que a gente mora na favela porque gosta. A gente mora aqui porque não temos dinheiro", afirmou.

Revista Consultor Jurídico, 28 de novembro de 2010, 17h44

Comentários de leitores

4 comentários

EXCELENTE TRABALHO DAS "FORÇAS PACIFICADORAS"

BERENGUER (Oficial da Polícia Militar)

Parabenizo a coragem e o excelente trabalho até agora realizado pelas Polícias do Estado do Rio de Janeiro e pelas Forças amigas. Aproveito a oportunidade para exortar a todos que honrem o trabalho difícil e insalubre dos policiais "mal pagos" militares. Todos já viram que eles tem valor. Quem se habilita a ser policial militar no Rio de janeiro ou pelo Brasil afora? PEC 300 - Eu acredito!

Espetáculo Global

Armando do Prado (Professor)

Qdo. atacarão os verdadeiros chefes homiziados na Paulista, em Miami, na Vieira Souto, em Ipanema, etc, ??

Pau que dá em Chico...

Cananéles (Bacharel)

O Sr. Elizeu "Zeu" Pereira é inocente até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Saliente-se, ainda, que não há, no processo criminal que apurou o assassinato do jornalista Tim Lopes, nenhuma fotografia ("elemento material") do referido cidadão brasileiro adquirindo o combustível jogado no jornalista, bem como não foi encontrado nenhum bilhete ou cupom ou nota fiscal ("suportes físicos") desta aquisição nem, tampouco, existe uma "evidência" cabal de ordens "transmitidas verbalmente" nesse sentido, tratando-se, portanto, de "pura ficção", "script" de uma peça teatral ou "afirmação genérica" do magistrado. Sobre a exposição na mídia do "suposto" piromaníaco, destaque-se que nenhum causídico, até o presente momento - notadamente neste Conjur -, levantou a sua voz contra essa flagrante ilegalidade. Ora, se a lei é igual para todos, o garantismo jurídico que atende aos advogados presos recentemente quando "advogavam" para os "supostos traficantes" também deve atender ao próprio "suposto traficante" preso recentemente. No caso dos causídicos presos, várias vozes se levantaram em sua defesa; quanto ao "suposto traficante" preso, o mais cínico e retumbante silêncio. Um dos comentários postos neste site - obviamente em defesa dos causídicos -, transferiu a "suposta" culpa dos advogados presos para o Estado brasileiro, afirmando que o Estado, durante o episódio, tentou encobrir a verdade e não tomou as devidas "medidas profiláticas", já frisando que o "suposto traficante" - seguindo a mesma lógica cartesiana do serelepe comentarista -, também pode ter agido sob a coação de outros "supostos traficantes", quedando-se todos inocentes. Ô mundinho jurídico venal!

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