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Caso Isabella

Defesa do casal Nardoni vai traçar nova estratégia

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Cobertura da imprensa do caso Nardoni - ConJur

Com muita confusão, gritaria e empurra-empurra de jornalistas, terminou nesta terça-feira (23/3) o segundo dia de julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Na saída do fórum, o advogado do casal, Roberto Podval, se mostrou nervoso e disse que pretende traçar nova estratégia para que o Júri não se prolongue ainda mais, pois o excesso de dias pode atrapalhar a defesa.

O criminalista afirmou que os detalhes serão apresentados nesta quarta-feira (24/3). O julgamento fora interrompido por volta das 19h30 pelo juiz Maurício Fossen, responsável pelo caso, para não desgastar ainda mais os jurados, segundo ele. Enquanto isso, a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, e a delegada Renata Pontes continuam incomunicáveis por decisão da defesa do casal.

O fato causou indignação no promotor Cembranelli, que pedia para Ana Carolina Oliveira pudesse assistir ao julgamento. Ele chegou a se alterar no Plenário, dizendo que não tinha necessidade de manter a mãe da garota mais uma noite sem comunicação. O juiz interferiu. Segundo ele, o ponto já é pacífico, pois a defesa já tinha decidido manter as duas para possíveis esclarecimentos.

Roberto Podval, advogado de defesa do casal Nardoni - ConJur

Podval criticou o depoimento da delegada Renata Helena Pontes em diversos pontos. O mais acentuado foi o de que a delegada não soube explicar alguns dados colocados em seu relatório, no momento do indiciamento do casal. O fato curioso, segundo a defesa, é que ela diz ter reproduzido integralmente o resultado dos laudos em seu relatório, já que não é especialista em perícia, mas segundo Podval, mesmo com o chamado "Crtl C e Ctrl V", o documento dela diverge, em alguns momentos do conteúdo do laudo.

Já Francisco Cembranelli classificou como ridícula a atitude da defesa de tentar desqualificar as provas apresentadas no processo. Ao final ele ainda deixou o seu recado para os manifestantes que gritavam por Justiça na porta: "continuem torcendo".

Riquezas das provas e dos detalhes também marcaram o segundo dia de julgamento, que contou com maquete do edifício London, da perspectiva do apartamento do casal e fotos da necropsia de Isabella. O médico-legista Paulo Sérgio Tieppo declarou que a violência praticada contra a menina, antes da queda, foi fato preponderante para a morte dela. O legista mostrou sinais de unha no pescoço de Isabella e marcas no pulmão, coração e cérebro, além de escoriações deixadas pela queda do 6º andar. O promotor Cembranelli, ainda trouxe o perito baiano Eduardo de Carvalho Dória para depor. Dória é especialista em manchas de sangue e, em seu depoimento, sugeriu que a gota de sangue encontrada caiu enquanto a menina estava sendo carregada e de uma altura de 1,20 m.

Contra esses argumentos, Podval destacou que se a menina apresentou marcas de arranhões no pescoço, porque é que os peritos não fizeram exames nas unhas de Anna Jatobá?

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 23 de março de 2010, 22h09

Comentários de leitores

8 comentários

O CASAL NARDONI, a DEFESA e os JURADOS

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Finalmente, uma solução que já tardava.
Felizmente, uma definição cuja ausência já INCOMODAVA a muita gente, "figuras", como o tal do TARABORI, que atribuía à MÍDIA a culpa do casal, como se ela fosse o fruto de algo inexistente!
O que restou DEMONSTRADO, e de forma incontestável, é que a MÍDIA esteve sempre DESINFORMADA, porque HAVIA muito mais a EXPLORAR do que de fato chegou a ser divulgado.
E o que restou DEMONSTRADO é que a CRUELDADE da DEFESA com relação à MÃE, FOI PUNIDA, porque MARCOU os JURADOS, que a PERCEBERAM, e MARCOU o JUIZ, que finalmente a registrou!
E eu concluo que foi até bom que isso tivesse ocorrido, porque tivessem sido divulgados FATOS tão MANIFESTAMENTE EVIDENTES da EXISTÊNCIA da CULPA do CASAL, tais os que foram objeto dos argumentos do Promotor, e certamente a OPINIÃO PÚBLICA contrária ao CASAL teria sido MUITO MAIS INCLEMENTE.
E o que restou, tambem demonstrado, é que a Família do CASAL tentou o milagre, mas NÃO PELA VIA de um DEUS, mas através de um ADVOGADO, um CIDADÃO MORTAL e LIMITADO pelas EVIDÊCIAS, pelos FATOS e pelo DIREITO!
Infelizmente foram PUNIDOS aqueles INOCENTES, que têm como PAIS o CASAL CONDENADO.
Custa-me imaginar o que será deles e dos AVÓS que terão que se desdobrar para lhes explicar a ausência dos Pais!
Quando a realidade dos País que têm lhes poderá ser revelada?
Quando a realidade de que o Paí assassinou a própria Filha de uma união anterior lhes poderá ser informada, sem que a inclemência do Cidadão comum pretenda lhes imputar uma "extensão" de culpa?
A recomendação, para que não cresçam "marcados", tal a repercussão do crime, é que os AVÓS mudassem o NOME de FAMÍLIA dos NETOS.
Eles NÃO PODEM ser VÍTIMAS, também, no meio SOCIAL, EMBORA NÃO ESCAPEM de SEREM VÍTIMAS dos PAIS que tiveram!

EXTENSÃO do DIREITO de DEFESA e PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS 2

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Colegas, não se trata de ser inclemente com o Magistrado que preside o julgamento, mas teoricamente falando, deveria ele já ter refletido sobre tais aspectos do iter processual, porque a questão não é nova, não é uma novidade!
Testemunha, sendo aquela que PRESTA INFORMAÇÕES sobre um FATO, que dá AUTENTICIDADE às questões FÁTICAS de um determinado ACONTECIMENTO, NÃO TEM, absolutamente, tal como JAMAIS ESTEVE antes de MANIFESTAR seu DEPOIMENTO em JUÍZO, que estar ISOLADA ou ENCLAUSURADA em determinado local.
Desejável é que NÃO COMENTE e NEM DISCUTA seu próprio depoimento ou que NÃO TENHA CONHECIMENTO do que OUTROS DISSERAM, mas NÃO PODE, sob pena de terem sido suprimidos os vetores de sua DIGNIDADE HUMANA ver desbalanceado o seu EQUILÍBRIO EMOCIONAL e a REGULARIDADE de sua EXPRESSÃO VOLITIVA.
O Magistrado que autoriza a violação de tais atributos comete o CRIME de VIOLAÇÃO da DIGNIDADE HUMANA e da CIDADANIA, extrapolando os limites ÉTICOS do BOM SENSO!
Como lecionava PIERO CALAMANDREI, num julgamento há sempre dois advogados, "...um que diz branco e outro que diz preto. Verdadeiros os dois não podem ser, já que sustentam teses contrárias; logo, um deles SUSTENTA a MENTIRA..." (grifos nossos)
Assim, competiria ao Magistrado a AVALIAÇÃO dos MALES que um DELES pudesse estar pretendendo provocar numa TESTEMUNHA cujo depoimento fosse fundamental para a destruição de suas mentiras!
Mas S. Excia. omitiu-se e, por amor à uma literalidade, ignorou PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS que deveriam, então, ser aplicados com PONDERAÇÃO indispensável e inadiável e concedeu mais do que poderia.
ENCLAUSUROU quem deveria estar livre!
É lamentável tal despreparo e que NÃO TENHA o MINISTÉRIO PÚBLICO ou o ADVOGADO ASSISTENTE de ACUSAÇÃO, se há, protegido a TESTEMUNHA!

EXTENSÃO do DIREITO de DEFESA e PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Acho que o julgamento desse INFANTICIDA NARDONE, se assim for julgado, deverá valer para alguma coisa, afinal.
Primeiro, e especialmente, mais que a sanção a ser imposta, para que se DEFINAM, de forma mais precisa, os LIMITES da EXTENSÃO do DIREITO à PLENITUDE da DEFESA, inscrito no Artigo XXXVIII, a), da Constituição.
A PLENITUE da DEFESA, "data venia", não pode ser concedida com o SACRIFÍCIO dos PRINCÍPIOS da DIGNIDADE HUMANA e da CIDADANIA.,
Ora, o que se sabe é que o Magistrado que preside o julgamento, por força de uma capciosa interpretação da garantia constitucional a que acima me referi, TEM mantido em CÁRCERE PRIVADO, ISOLADA e INCOMUNICÁVEL, a TESTEMUNHA inicial e fundamental, a meu ver, que é a MÃE da VÍTIMA!
Tal comportamento, contudo, é um EXCESSO de EXAÇÃO, porque NÃO SE PODE ADMITIR que um MAGISTRADO, ignorando os PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS, ouse feri-los e maculá-los, pondo em risco o EQUILÍBRIO EMOCIONAL da princípal TESTEMUNHA, a ponto de fragilizá-la na eventual ocorrência de uma CONFRONTAÇÃO com os ASSASSINOS ou com os ACUSADOS, como a que ocorre por ocasião de uma ACAREAÇÃO.
Desta forma, a ACUSAÇÃO bem poderá arguir a ANULAÇÃO do JULGAMENTO, se, por ocasião de tal fato, a TESTEMUNHA assim fragilizada e emocionalmente desequilibrada, vier a titubear ou de qualquer forma contribuir para uma redução da pena ou da própria condenação.
Tudo terá ocorrido por culpa do JUIZ, do MAGISTRADO que NÃO SOUBE ENFRENTAR a NOVIDADE TELEOLÓGICA do preceito constitucional.
À Testemunha deveria ser propiciado uma CONVIVÊNCIA, com seus FAMILIARES ou com TERCEIROS, apenas ADVERTINDO-OS de que NÃO PODERIAM CONVERSAR sobre o julgamento e sobre os depoimentos que se fossem sucedendo.
Segue no n. 2

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