Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Caso Isabella

Atraso marca primeiro dia de Júri do casal Nardoni

Por 

Espera de duas horas e informações desencontradas sobre o verdadeiro horário do Júri marcaram o primeiro dia de julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabella, filha de Alexandre. A primeira polêmica levantada durante o julgamento foi se uma das juradas havia chorado durante depoimento de Ana Carolina Oliveira, o que poderia comprometer a imparcialidade do Júri. A informação não se confirmou e o Júri prosseguiu.

Superada a informação truncada, os trabalhos no Tribunal do Júri já se encaminhavam para o final. Muito emocionada, Ana Carolina Oliveira deu seu depoimento que durou mais de duas horas. Ela, em alguns momentos, declarou que Alexandre era um bom pai e que nunca rejeitou a filha. Por outro lado, afirmou que Anna Jatobá disputava atenção com Isabella e era extremamente ciumenta.

Ana Carolina deveria ser liberada, mas por insistência da defesa permanecerá no Fórum para uma possível acareação com os acusados. O pedido causou indignação na Promotoria. Francisco Cembranelli disse que faltou bom senso aos advogados do casal, por conta do estado emocional da mãe de Isabella. Do outro lado, Roberto Podval declarou que desumano foi o promotor que fez perguntas que levaram Ana Carolina Oliveira às lágrimas. Nenhum fato novo, contudo, foi apresentado durante o seu depoimento. Todas as informações já são conhecidas pela imprensa.

Enquanto isso, a imprensa cuidava de passar informações minuto a minuto, com detalhes como cor da roupa dos réus, os novos óculos de Alexandre, a fisionomia dos acusados e qualquer passo dado pela defesa e pela acusação durante o julgamento.

Encerrado os trabalhos do primeiro dia, os jurados seguiram para o Fórum da Barra Funda e as testemunhas ficaram para pernoitar no Fórum de Santana, local do julgamento. Já nesta terça-feira, segundo dia de julgamento, o juiz espera encerrar todos os depoimentos, inclusive ouvir delegados e peritos do caso. A expectativa é que o julgamento dure mais quatro dias. O julgamento, contudo, já começa atrasado. Estava marcado para às 9h e passada uma hora a porta do fórum sequer foi aberta.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 23 de março de 2010, 10h49

Comentários de leitores

2 comentários

LÁGRIMAS !!!

acdinamarco (Advogado Autônomo - Criminal)

O CHORO DE UMA JURADA, EM PLENA SESSÃO DO TRIBUNAL DO JÚRI, DEMONSTRA, À SACIEDADE, SUA POSIÇÃO EM RELAÇÃO AOS FATOS. O JUIZ PRESIDENTE DEVERIA SUSPENDER OS TRABALHOS, DISSOLVER O CONSELHO E NÃO, APENAS, INDAGAR DA JURADA SE ELA ESTAVA BEM !!! ALGUÉM DORMIU NO PONTO, S.M.J..

Corretíssimo!

Ronaldo dos Santos Costa (Advogado Sócio de Escritório)

A presença da mãe da vítima, emocionada, chorando e comovendo a todos no plenário -incluindo, por óbvio, os jurados-, seria nefasta para os réus. Independente da realização de acareação, ao final, o afastamento da mãe é fundamental à imparcialidade do julgamento, muito embora a cerceie do direito (que deve ceder em favor do da amplitude defensiva) de assistir ao julgamento.

Comentários encerrados em 31/03/2010.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.