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Violência em SP

Cartunista Glauco é morto em tentativa de assalto

O cartunista Glauco Villas Boas, conhecido como Glauco, de 53 anos, e seu filho Raoni Villas Boas, foram mortos na madrugada desta sexta-feira (12/3). Segundo o advogado da família, Ricardo Handro, o crime ocorreu após uma tentativa de assalto na residência da família em Osasco, na Grande São Paulo.

Já o boletim de ocorrência traz uma versão diferente e informa que os criminosos teriam atirado nas vítimas de dentro de um carro na Estrada de Portugal.

Os dois foram socorridos e levados para o Hospital Albert Sabin, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, mas chegaram mortos ao local. O hospital confirmou a entrada dos corpos de pai e filho à 0h45. Os corpos chegaram ao Instituto Médico Legal de Osasco às 6h50 desta sexta-feira. Ninguém foi preso.

Em nota o presidente Lula escreveu sobre a morte do cartunista: “Glauco foi um grande cronista da sociedade brasileira, entendia os usos e costumes da nossa gente e expressava isso com inteligência e humor. Fiquei triste com a notícia de sua morte e chocado com as circunstâncias inaceitáveis que também levaram seu filho Raoni. Foi uma perda tremenda. Diante dessa verdadeira tragédia, quero expressar meu sentimento de pesar a familiares, amigos e admiradores”.

O presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcanti, também lamentou o crime. O presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, também se posicionou sobre o fato. “Recebi consternado e surpreso a notícia trágica do assassinato do cartunista Glauco e de seu filho Raoni na casa da família. A violência urbana faz mais duas vítimas e nos deixa perplexos e indignados com a facilidade e indiferença com que vidas são ceifadas. O Poder Público e a sociedade precisam encontrar formas efetivas para enfrentar a criminalidade que nos atinge na rua e dentro de casa”, afirmou D´Urso.

Revista Consultor Jurídico, 12 de março de 2010, 13h58

Comentários de leitores

1 comentário

Condicionamento

Espartano (Procurador do Município)

Sabe como se treina um elefante? Acorrentam sua pata em uma estaca tão fortemente presa que nem sua força pode libertá-lo.
Aí colocam a comida e a água numa distância na qual ele vê mas não consegue pegar. Ele luta por dias, até que, estenuado e resignado, simplesmente deixa de tentar se soltar. Então o treinador substitui a corrente por uma corda, que nem precisa ser firme.
Com a lembrança do sofrimento ele não luta mais contra aquilo que o prende, muito embora possa fazer isso sem muita força. Passa então a vida inteira subjugado mais pelo temor do que pelas amarras. Algo muito cruel, que me faz ser contra qualquer forma de exploração desse animal.
Por que estou dizendo isso? Simples. Para mim a sociedade brasileira é um elefante sem controle. Cada vez mais violência e menos punição. Precisamos urgente de uma corrente nos pés para conter a criminalidade. "Ah, mas o cara que matou era louco..."
Não importa. Há loucos em toda parte do mundo, mas a violência parece estar especialmente arraigada na nossa cultura. Parece que até os loucos daqui matam mais que os loucos dos países evoluídos.
A sociedade brasileira vive num laxismo, numa permissividade cada vez maior e mais defendida pelos "juristas". Falta a nós o temor de medidas mais firmes que nos tornem tão resignados e respeitosos da lei quanto o elefante treinado. Falta um pulso firme que coloque a sociedade dentro de limites esperados.
Saimos de uma ditadura e, infelizmente, não aprendemos nada desse trauma. Surgiu apenas um espirito de "liberou geral" e "é proibido proibir". Nenhum respeito à lei, à ordem ou ao próximo foi arraigado aos costumes brasileiros. Sorte dos escandinávos que no passado tiveram ordálias e hoje são exemplo de civilidade para o mundo. E que Glauco descanse em paz.

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