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Críticas à presidência

Repórter iraniano é condenado à prisão e chibatadas

Um jornalista cujo nome foi construído sobre críticas ferrenhas ao governo e à economia do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, foi condenado nesta segunda-feira (4/1) a sete anos e quatro meses de prisão, além de 34 chibatadas. As informações são de agências internacionais.

Bahman Ahmadi Amoui, que trabalhava no jornal Sarmayeh, a mais famosa publicação sobre economia do Irã, e que havia sido fechada em novembro de 2009, está detido desde 20 de junho do ano passado.

"Ele foi condenado a sete anos e quatro meses de prisão e a 34 chibatadas", anunciaram os sites Kaleme e Rahesabz, de oposição.

O jornalista foi preso, referem os sites, com outros 30 outros repórteres, depois dos protestos contra a reeleição de Ahmadinejad em 12 de junho de 2009, a quem a oposição acusa de fraude.

Na semana passada as forças de segurança iranianas já haviam detido vários jornalistas pró-reformas. Segundo o site Jaras, administrado pela oposição, policiais detiveram na quarta-feira passada Mohamad Reza Tajik, membro da plataforma eleitoral de Moussavi e ex-vice-presidente do escritório de estudos estratégicos da presidência durante o mandato de Mohamad Khatami (1997-2005).

O site informou também da detenção do jornalista Ruzbeh Karimi e de sua esposa, a advogada Forugh Mirzai, ambos ativistas de direitos humanos. Outro jornal da oposição, o Etemad informou sobre a detenção de uma de suas jornalistas, Mahsa Hekmat, detida na sexta-feira passada junto com seu pai, Ali Hekmat.
Além disso, foram detidos no sábado Parisa Kakai e Mehrdad Rahimi, membros do comitê dos informadores dos direitos humanos.

Revista Consultor Jurídico, 4 de janeiro de 2010, 19h57

Comentários de leitores

1 comentário

Intrigas de oposição

Nicoboco (Advogado Autônomo)

Isso tudo é intriga da oposição. É como uma partida de futebol entre flamenguistas e vascaínos: os últimos perderam e agora vivem protestando.
Certo está o presidente Lula que bajula Amadinejah, Chavez e outros candidatos a ditadorzinhos medíocres, pois assim se identifica como o que tem de pior no mundo político internacional, para fazer oposição às potências magalômanas capitalistas e, quem,= sabe, cadeira de membro no conselho permanente da ONU.
Viva nosso nacionalismo progessista, que vai tirar os pobres da miséria e colocar o país no rumo ao bolivarianismo do século XXI.

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