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Violência policial

Procuradora defende punição de policiais por agressão

A procuradora-geral de Justiça Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro repudiou as atitudes dos policiais militares e civis que espancaram o promotor de Justiça Zanony Pessos Silva Filho, titular da 4ª Promotoria de Investigação Criminal de São Luís (MA). O crime aconteceu na noite de sábado (21/8), em uma churrascaria da cidade. Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (23/8), Fátima Travassos defendeu a punição para os oito agressores.

O caso está sendo investigado pela Corregedoria do Ministério Público. De acordo com a procuradora-geral, mesmo que o promotor agredido estivesse com o ânimo alterado, ainda assim a violência não se justificaria. “No mínimo, os policiais se excederam. Tenho certeza de que a Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública irão tomar providências para investigar e punir os envolvidos”, afirmou.

Procurado pelo Jornal Pequeno, o delegado Antônio de Lima Paulino, que estava de plantão na noite do episódio, contou que o promotor Zanony chegou à delegacia bastante alterado e que invadiu o gabinete do delegado, sem dizer quem era. Antônio Paulino confirmou que o promotor chutou a mesa do gabinete. “Nós sabemos quem era ele porque um dos nossos investigadores já havia trabalhado com ele na cidade de Coroatá. Na churrascaria ele agiu da mesma forma, os policiais pediam para o promotor se identificar e este apenas perguntava quem eram os militares”, revelou o delegado.

Em princípio, a coletiva foi convocada pelo Ministério Público para que o promotor Zanony Passos contasse a sua versão sobre o incidente na churrascaria, mas quem falou com a imprensa foi a procuradora-geral, Fátima Travassos. “Os PMs achavam que o promotor estava truculento, mas eles foram duas vezes mais pela forma como agiram e pelos danos que causaram ao cidadão Zanony Passos”, disse a procuradora.

Zanony Passos compareceu à coletiva e pediu para não ser filmado ou fotografado. Seus olhos estavam inchados e roxos. Ele também apresentou escoriações no tórax e nas costas, fruto dos golpes de cassetete e de chutes desferidos mesmo ele estando algemado. Ele pediu respeito e declarou que “isso poderia acontecer com qualquer um”. Com informações da Assessoria de Comunicação do MP-MA.

Notícia alterada às 12h02 desta sexta-feira (27/8) para acréscimo de informações.

Revista Consultor Jurídico, 23 de agosto de 2010, 17h45

Comentários de leitores

5 comentários

Agem como parasitas do povo

Paulo Roberto Pereira (Investigador)

“promotor de Justiça Zanony Pessos Silva Filho, titular da 4ª Promotoria de Investigação Criminal de São Luís (MA)”. No sistema processual penal brasileiro, o Ministério Público não tem legitimidade para proceder investigações criminais. Onde esta o Tribunal de Contas do MA que não fiscaliza as verbas gastas com essa ilegalidade. Onde esta a Polícia que não indicia esses promotores por usurpação de função. Onde estão os verdadeiros Promotores que não denunciam esses “colegas” que estão desmoralizando o Ministério Público.

procuradora devende punições para policiais que agrediram pr

gilvar (Outros)

esse promotor deve agora tá sntindo na pele quando alguém disse pra ele que foi toturado por policiais, principalmente quem está na prisão. os policiais que fizeram isso tem que ser punido não porque é um promotor é porque tortua é crime.

Excessos

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A matéria não expõe o que ocorreu de fato, explicando o que o Promotor supostamente teria feito. Mas em uma primeira análise não me parece que seria necessário tamanha violência para conter um Promotor de Justiça (exceto tivesse força física semelhante so Rambo), levando em consideração que estavam presentes oito policiais. Creio que o mínimo que a população espera é que os policiais sejam treinados para lidar com situações como essa, utilizando a força física dentro dos limites da razoabilidade.

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