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Chaves do crime

Polícia prende suspeitos de matar ex-ministro

A Polícia Civil prendeu, esta semana, dois suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, José Guilherme Villela, 73 anos. Ele foi encontrado morto no dia 31 de agosto no apartamento em que morava, em Brasília. A notícia é da Folha de S. Paulo.

Segundo informações da Polícia Civil, os dois suspeitos, de 23 e de 28 anos, cumprem prisão temporária desde quarta-feira (4/11). Eles foram presos após ser localizada a chave original do apartamento do ex-ministro na casa em que eles moram.

A polícia informou que, inicialmente, procurava por drogas no local, após receber uma denúncia anônima. Depois da localização das chaves, os dois foram presos, mas até a tarde desta sexta-feira (6/11), ainda era desconhecida a razão do crime. Com um dos suspeitos, foi localizado uma quantia não informada de crack.

Guilherme Villela foi assassinado junto com a sua mulher Maria Carvalho Mendes Villela e a sua empregada Francisca. Os corpos foram encontrados pela Polícia do Distrito Federal dentro do apartamento da família. Eles estavam desaparecidos desde sexta-feira (28/8). A polícia foi chamada ao apartamento por parentes que ficaram preocupados com a falta de contato, de acordo com informações do blog de notícias do jornalista Fábio Pannunzio.

José Guilherme Villela foi o advogado que defendeu Fernando Collor de Mello durante o processo de impeachment no Congresso. Antes, defendeu Juscelino Kubitschek, o presidente do Senado José Sarney, Paulo Maluf e Delfim Netto.

Há mais de 45 anos atuava como advogado em Brasília. A mulher administrava o escritório Villela Advogados Associados, fundado em 1960. Villela foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral de 1980 a 1986.

Nasceu em Manhuaçu (Minas Gerais) em 12 de agosto de 1936. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da antiga Universidade de Minas Gerais. Deixou dois filhos: Adriana e Augusto, que também é advogado.

Revista Consultor Jurídico, 6 de novembro de 2009, 17h38

Comentários de leitores

1 comentário

A polícia está feito barata tonta no episódio . . .

Ricardo, aposentado (Outros)

Essa de a polícia prender dois rapazes envolvidos com drogas com a "chave" do apartamento só pode ter uma explicação: quem está por trás do crime está "plantando" provas verdadeiras sobre pessoas que nada têm a ver com o crime somente para confundir mais ainda a polícia, afastando-a do foco principal.
Como, no caso, a polícia de Brasília está mais perdida do que cego em tiroteio, parece piada o fato de comemorar mais essa "descoberta".
A minha avaliação é que a motivação do crime guarda relação com as atividades desenvolvidas pelo advogado e tudo que a polícia descobriu até agora foi "plantado" exatamente para não se chegar ao verdadeiro mentor do crime, que, ao que parece, não é nada burro.
Não descarto aquela questão envolvendo um grande grupo de alimentação fast-food com a emissão de atos por parte de um setor da área de tributação do governo, alardeado tempos atrás pela mídia, estar relacionada ao assassinato.

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