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Origens da Satiagraha

Demarco nega contatos com Protógenes

O empresário Luís Roberto Demarco reagiu às acusações de ter arquitetado, junto com o delegado federal Protógenes Queiroz, a Operação Satiagraha, que gerou a prisão do banqueiro e seu desafeto Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity. Em nota enviada à imprensa na sexta-feira (29/5), Demarco disse não haver "nenhuma ligação telefônica" do policial para sua empresa, a Nexxy Capital Brasil, e que as 57 ligações telefônicas entre Protógenes e a empresa P.H.A. Comunicação e Serviços, identifcadas em inquérito policial contra o delegado, nada mais eram que conversas entre o apresentador Paulo Henrique Amorim e o delegado. O empresário afirmou que a P.H.A. não tem qualquer relação societária com a Nexxy ou com ele próprio.

As informações foram publicadas em reportagem de O Estado de S. Paulo neste sábado (30/5) — leia abaixo. Ao admitir a abertura do processo contra o delegado por suposta violação de sigilo funcional e fraude processual, o juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, afirmou ter havido 57 telefonemas, entre fevereiro e agosto de 2008, entre Protógenes e as empresas P.H.A. Comunicação e Serviços SS Ltda e Nexxy Capital Brasil Ltda. 

Segundo o empresário, as 57 ligações apontadas entre o delegado e a P.H.A., entre 27 de fevereiro a 19 de julho não têm relação com suas empresas. Em seu blog, Paulo Henrique Amorim confirma contatos com Protógenes, com procuradores e com o juiz Fausto De Sanctis. Mazloum determinou à PF abertura de inquérito para investigar supostas relações entre o delegado e Demarco. “Nossos advogados despacharam petição junto ao juiz Ali Mazloum no sentido de dar ciência da inexistência dos registros telefônicos e requisitar imediatas providências. Acreditamos que a tentativa de induzir o juiz a erro faz parte de uma estratégia de Daniel Dantas visando a tumultuar outros processos nos quais é réu", diz a nota.

Leia abaixo a reportagem do Estadão.

Desafeto de Dantas nega contatos com Protógenes

Fausto Macedo

O empresário Luís Roberto Demarco afirmou ontem que não existe, nos autos do inquérito que a Polícia Federal abriu contra o delegado Protógenes Queiroz - criador da Operação Satiagraha -, "nenhuma ligação telefônica" do policial para sua empresa, a Nexxy Capital Brasil.

Em nota, Demarco - adversário do banqueiro Daniel Dantas, capturado por Protógenes em julho de 2008 - relatou que foi autorizado pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, a acessar a integra do inquérito que resultou na abertura de ação penal contra o delegado por suposta violação de sigilo funcional e fraude processual.

Ao mandar abrir processo contra Protógenes, o juiz assinalou que "a análise das referidas informações acusa a existência de mais de cinquenta telefonemas no período (fevereiro a agosto de 2008) entre Protógenes e as empresas P.H.A. Comunicação e Serviços SS Ltda e Nexxy Capital Brasil Ltda".

"Após inúmeras revisões, feitas por seis advogados, do material que nos foi disponibilizado pela Justiça Federal, não foi encontrado nenhum registro de ligação telefônica entre o delegado Protógenes Queiroz e a Nexxy Capital Brasil", afirma Luís Demarco.

O empresário destaca que o inquérito aponta 57 ligações entre o delegado e a P.H.A., entre 27 de fevereiro a 19 de julho. "A empresa referida (P.H.A.) pertence ao jornalista Paulo Henrique Amorim e não tem relação societária com a Nexxy ou com a minha pessoa", rechaçou Demarco. Em seu blog, Amorim confirma contatos com Protógenes, procuradores e o juiz Fausto De Sanctis.

Mazloum determinou à PF abertura de inquérito para investigar supostas relações entre o delegado e Demarco. "Esse inusitado fato deverá ser exaustivamente investigado, com rigor e celeridade, para apurar eventual relação de ligações com a investigação policial em questão, vez que inadmissível e impensável que grupos econômicos, de um lado ou de outro, possam permear atividades do Estado", asseverou.

"Nunca falei com Protógenes", afirma Demarco. "Os autos revelam intensa atividade de Daniel Dantas, seus advogados e aliados, repetidamente anexando matérias de imprensa ao processo, na tentativa de influenciar um procedimento judicial do qual eles não são parte. Nossos advogados despacharam petição junto ao juiz Ali Mazloum no sentido de dar ciência da inexistência dos registros telefônicos e requisitar imediatas providências. Acreditamos que a tentativa de induzir o juiz a erro faz parte de uma estratégia de Daniel Dantas visando a tumultuar outros processos nos quais é réu."

Revista Consultor Jurídico, 30 de maio de 2009, 13h30

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