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Crime financeiro

Aberta ação contra mulher de Paulinho da Força

A Justiça Federal em São Paulo abriu Ação Penal contra Elza de Fátima Costa Pereira, mulher do deputado Paulinho da Força (PDT-SP), por suposto crime de lavagem de dinheiro. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

Ela foi investigada na Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, por desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O processo foi aberto na sexta-feira (12/6) por decisão da juíza Silvia Maria Rocha, titular da 2ª Vara Federal, especializada em processos sobre crimes financeiros e ocultação de valores ilícitos. Silvia acolheu denúncia que a Procuradoria da República apresentou em aditamento à acusação principal contra outros 13 réus, alvos de processo já em curso na 2ª Vara.

Elza será citada para responder a acusação em um prazo de 10 dias. Nessa nova denúncia, a Procuradoria da República aponta a mulher do deputado como integrante de organização que obtinha aprovação de financiamentos do BNDES para empresas e prefeituras por meio da exploração de prestígio político. Depois do feito, ela cobrava comissão de 2% a 4% do valor global do empréstimo, segundo a acusação.

A Polícia Federal suspeita que Paulinho teria sido beneficiário da trama. Ele está sob investigação do Supremo Tribunal Federal. Um rastreamento bancário revela que o lobista João Pedro de Moura, ex-assessor de Paulinho e ex-integrante do Conselho de Administração do BNDES, depositou R$ 37, 5 mil na conta corrente da Meu Guri, ONG presidida por Elza. "As investigações apontaram que Elza de Fátima Pereira, de forma livre e consciente, aderiu à conduta do acusado (Moura)", assinala a Procuradoria. Segundo a denúncia, Elza permitiu "a utilização de conta corrente sob sua administração para a ocultação de valor de procedência ilícita".

A juíza Silvia Rocha também abriu ação contra o ex-prefeito de Praia Grande (SP), Alberto Mourão (PSDB), por peculato e corrupção passiva. A procuradora Adriana Scordamaglia sustenta que "foram apuradas fraudes" em pelo menos dois financiamentos, um dos quais concedido à Prefeitura de Praia Grande (SP) no valor de R$ 124 milhões. "De cada R$ 20 milhões liberados pelo BNDES em favor da prefeitura de Praia Grande, R$ 400 mil eram desviados e divididos entre os membros da quadrilha", acusa a procuradoria.

O criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira que defende do ex-prefeito reagiu à acusação. "Não há nenhum elemento probatório que incrimine Alberto Mourão. Os recursos do BNDES foram devidamente aplicados em projetos para os quais haviam sido destinados", afirmou.

Revista Consultor Jurídico, 15 de junho de 2009, 14h33

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