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Desvios do BNDES

Advogado se defende de acusação do MPF

O advogado Ricardo Tosto, denunciado pelo Ministério Público na Operação Santa Tereza, divulgou nota à imprensa em sua defesa. Ele foi denunciado por desvios na aplicação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Nessa terça-feira (2/6), o Ministério Público Federal incluiu novas acusações e novos réus no processo, que tramita na 2ª Vara Federal Criminal Especializada em Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro de São Paulo. (Clique aqui para ler). A Ricardo Tosto foi imputada a acusação de lavagem de dinheiro.

Segundo a nota do advogado, todos os fatos apontados como novos pela procuradoria já foram respondidos pela Justiça. Os R$ 182 mil pagos à Tosto pela empresa Progus, citados no processo, são relativos à honorários advocatícios. Não se tratam de lavagem de dinheiro de recursos desviados do BNDES.

Leia a nota

Volta o Ministério Público Federal a fazer referência a suspeitas levantadas durante a chamada Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, que investigou um suposto esquema de desvios de recursos do BNDES. A Procuradoria da República acusa, sem qualquer fato novo, o advogado Ricardo Tosto de Oliveira de participar do esquema e de receber quatro cheques no valor de R$ 182 mil da empresa Progus, de Marcos Mantovani.

Aos fatos:

1) Todos os fatos apontados como novos pela procuradora são requentados e já foram respondidos perante a Justiça.
2) Como já foi dito em juízo, os R$ 182 mil pagos pela Progus referem-se ao pagamento de honorários advocatícios. A Progus, do empresário Marcos Mantovani, é cliente do escritório de advocacia do qual Tosto é sócio desde 1995.
3) Como já foi dito em juízo, os valores alegados jamais foram depositados em contas pessoais do advogado.
4) Tais pagamentos realizados pela Progus foram feitos mediante emissão de Notas Fiscais.
5) A auditoria realizada pelo BNDES, a pedido do próprio advogado Ricardo Tosto, sobre os contratos investigados no âmbito da operação Santa Tereza não constatou a existência de irregularidades, como mostra relatório datado de 23 de junho de 2008, assinado por Regina Cordeiro de Oliveira (gerente de auditoria) e Ricardo Fróes de Lima (chefe de auditoria)

O advogado Ricardo Tosto de Oliveira aguarda com tranqüilidade e com a confiança que sempre depositou na justiça o julgamento final do processo.

Assessoria de Imprensa

Revista Consultor Jurídico, 3 de junho de 2009, 14h24

Comentários de leitores

2 comentários

Por muito menos

Sergio Mantovani (Advogado Associado a Escritório)

Sem relembrar nomes, conheço advogados que por muito menos foram suspensos preventivamente. Aliás, foram objeto de matéria aqui no Conjur.

O advogado vai ser suspenso preventivamente pela OAB/SP?

Serweslei (Advogado Autônomo)

Sem entrar no mérito se o colega é culpado ou inocente, fatos que serão apurados ou não pela justiça, mas o "caso" de sua prisão sob a acusação de desvio de milhões do BNDS causou grande repercussão negativa à classe dos advogados na mídia.
Pergunto: Será ele suspenso preventivamente pela OAB/SP?
Duvido.
A OAB/SP usa dois pesos e duas medidas.
Se ele fosse um advogado pobre e sem "contatos" já teria sido jogado aos leões, como não é fica tudo por isso mesmo.
PS: Igualmente o advogado José Dirceu (mensalão), Lauro Malheiros Neto (vender cargos na policia civil) e tantos outros figurões são protegidos pela TED da OAB/SP. Provem o contrário!!!!!

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