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Judiciário Paulista

Anuário ajuda entender TJ que recebe 26 mil ações por dia

Entram por dia útil no Judiciário paulista 26 mil novos processos. São 3,2 mil processos por hora útil. E dois mil processos distribuídos, por hora, para cada um dos quase três mil juízes paulistas. A conta é da Fundação Getúlio Vargas e foi apresentada pelo desembargador Celso Limongi, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, durante o lançamento do Anuário da Justiça Paulista 2008, no último dia 29 de setembro, na capital paulista.

Segundo Limongi, o Anuário faz a população paulista entender as dificuldades enfrentadas pelo Judiciário, devido ao número de processos que dão entrada nos fóruns. “Para se ter uma idéia das nossas dificuldades e da nossa grandeza, Santo Amaro, que é um simples distrito da capital, conta com 4,5 milhões habitantes. Se Santo Amaro não fosse distrito da capital seria a quarta comarca do Brasil. Por isso, o Judiciário paulista sofre de uma patologia crônica: o volume de processos.”

“O que a revista Consultor Jurídico fez foi mostrar com toda ética o que é esse Judiciário, dizendo a verdade. O trabalho permite mostrar aquilo que efetivamente acontece. A sociedade precisa nos conhecer, precisa conhecer os juízes, para saber também das suas acuras, das suas angústias, dos seus ideais”, afirmou Limongi.

O Anuário da Justiça Paulista traz os currículos dos 348 desembargadores e 78 juízes substitutos em segundo grau que compõem o corpo de julgadores do TJ de São Paulo. Tem ainda um perfil de cada uma das 73 câmaras de julgamento. Apresenta também um ranking de leis municipais inconstitucionais e as principais decisões tomadas pelo tribunal no ano de 2007 resenhadas esquematicamente.

A publicação é produzida pela ConJur Editorial com o apoio da Universidade Paulista (Unip). Está à venda nas principais bancas de São Paulo. Também pode ser adquirida pela internet pelo site www.conjur.com.br/dinamic/product, pelo email loja@consultorjuridico.com.br ou ainda pelo telefone (11) 3812-1220.

Leia o discurso de Celso Limongi

O Tribunal de Justiça do estado de São Paulo é grande por força da grandeza do povo paulista, povo de trabalho, povo que realmente se dedica e que tem sua glória. O Tribunal de Justiça é a conseqüência desta característica, do qual eu muito me orgulho. Nós, paulistas, recebemos gente de todos os estados. Nossa cidade é hospitaleira. Como resultado, só a cidade de São Paulo tem a mesma quantidade de habitantes do que o estado do Rio Grande do Sul, conhecido por ser progressista — 11 milhões de habitantes. No estado inteiro, são 41 milhões de pessoas.

Para se ter uma idéia das nossas dificuldades e da nossa grandeza, Santo Amaro, que é um simples distrito da capital, conta com 4,5 milhões habitantes. Se Santo Amaro não fosse distrito da capital seria a quarta comarca do Brasil. Por isso o Judiciário paulista sofre de uma patologia crônica: o volume de processos.

Contratamos na nossa gestão a fundação Getúlio Vargas, para nos auxiliar na administração e ela trouxe estatísticas que são espantosas. Entram por dia útil, no judiciário paulista, 26 mil novos processos. Isso significa que por hora útil, entram 3,2 mil processos. Por isso temos mesmo de ficar preocupados. Os magistrados trabalham por exaustão.

O que a revista Consultor Jurídico fez foi mostrar com toda ética o que é esse Judiciário, dizendo a verdade. O trabalho permite mostrar aquilo que efetivamente acontece. A sociedade precisa nos conhecer, precisa conhecer os juizes, para saber também das suas acuras, das suas angústias, dos seus ideais.

Fico feliz em ver essa publicação, que faz justiça. O anuário traz o perfil dos magistrados, um perfil abobalhado, mas muito interessante que eu não vi e nem li em nenhuma outra publicação na minha vida. É realmente muito interessante e merece todos os elogios. Parabéns por essa iniciativa.

Revista Consultor Jurídico, 23 de outubro de 2008, 19h05

Comentários de leitores

1 comentário

PAra resolver isso é preciso que o Estado invis...

analucia (Bacharel - Família)

PAra resolver isso é preciso que o Estado invista em meios alternativos de solução de conflitos, implante triagens e seja mais rigoroso na concessão de justiça gratuita. MAs, tudo é polêmico, pois significa reserva de mercado.

Comentários encerrados em 31/10/2008.
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