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Máfia dos caça-níqueis

Sobrinho de Castor de Andrade consegue liberdade no STJ

A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça concedeu liberdade a Rogério Costa de Andrade e Silva, sobrinho do bicheiro Castor de Andrade, e a Carlos Henrique de Jesus. Eles foram presos na Operação Gladiador, desencadeada pela Polícia Federal em dezembro de 2006. Nela, 19 pessoas foram presas acusadas de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.

O Ministério Público Federal denunciou ambos perante a 4ª Vara Criminal da Justiça Federal no Rio. Rogério Andrade pelos crimes de quadrilha e contrabando. Carlos Henrique foi apontado como responsável pela contabilidade da organização criminosa “liderada por Fernando Iggnacio, visando a ocultar e dissimular a origem do dinheiro obtido com a atividade de caça-níqueis”.

No pedido de Habeas Corpus apresentado pela defesa de Carlos Henrique de Jesus, a defesa buscava a liberdade do contador, alegando que houve irregularidade na prisão preventiva.

O relator, ministro Paulo Gallotti, concedeu parcialmente o pedido para que ele seja posto em liberdade, caso não esteja preso por outra acusação. Carlos Henrique deve assinar termo de comparecimento a todos os atos do processo sob pena de revogação da liberdade. A decisão, motivada por excesso de prazo da prisão preventiva, foi seguida por unanimidade pelos ministros Nilson Naves, Maria Thereza de Assis Moura, Og Fernandes e pela desembargadora convocada Jane Silva.

Também foi concedida liberdade a Rogério Andrade, apesar da defesa ter requerido apenas a sua transferência do presídio federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, para o presídio de Bangu I, no Rio de Janeiro, onde estava no começo. Essa ação, contudo, foi julgada prejudicada pela 6ª Turma, pois o ministro Paulo Gallotti, também relator desse pedido, concedeu Habeas Corpus de ofício nos mesmos termos que o concedido a Carlos Henrique.

HC 86.352 e HC 91.827

Revista Consultor Jurídico, 27 de junho de 2008, 12h20

Comentários de leitores

3 comentários

Acho que as autoridades estão perdendo a guerra...

ANTONIO (Contabilista)

Acho que as autoridades estão perdendo a guerra para a mafia dos caça-niqueis, pois em varios bares de bairros de São Paulo as maquinas programadas estão funcionado normalmente, pois não existe uma fiscalização ou não interessa fiscalizar, os donos destes estabelecimentos não estão preocupados, não existe indiciamento ou multas, mas se um cidadão tomar dois copos de cerveja e dirigir, pagara uma multa alta e será preso, ai tem LEI.

É. Certo estava o Sérgio Naya quando disse a cé...

Flávio Lucas (Juiz Federal de 1ª. Instância)

É. Certo estava o Sérgio Naya quando disse a célebre frase: " o preço da Justiça está no canhoto do meu talão de cheques"...

Pois é , tudo como dantes no quart...

hammer eduardo (Consultor)

Pois é , tudo como dantes no quartel de Abrantes. Digamos que descontado o "fator Brasil" , ate que ficaram bastante tempo em cana. Essa novelinha barata dos caça-niqueis esta servindo apenas para desmoralizar a cada dia que passa o pouco que ainda resta da nossa combalida Justiça???????? Estava na hora das "otoridades" em Brasilia descerem do muro e finalmente probirem definitivamente essa industria de "depena" da pobrada que gasta fortunas nessas ratoeiras eletronicas viciadas. É revoltante ver esse nauseante chicanismo na Justiça que permite a continuação impune das operações dessas maquinetas ligadas DIRETAMENTE ao crime organizado e sem NENHUMA interferencia do estado que em compensação , acaba de mostrar serviço com essa lei de tolerancia zero para o consumo de alcool para Motoristas. Esse é o retrato do Brasil , joga-se para a plateia o tempo todo. Na pratica a "puiça" ja nem tem mais lugar para guardar as tais maquinas "quando" muito raramente apreendidas. Se o des-governo tivesse vergonha na cara e resolvesse TRABALHAR que nem é muito a praia dele , decretaria o banimento e a destruição pura e simples delas "in loco". Esse joguinho barato de "prende depois solta" , recolhe a maquina depois libera com cautelar, prende bandido solta bandido, piada e de muito mau gosto. É simplesmente nojento para dizermos o minimo. Pobre Brasil.

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